Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira

Enviada em 04/05/2021

A violência urbana está entranhada no cotidiano da sociedade canarinha, seja de maneira física ou psicológica. Situações coléricas são perfeitamente descritas em literaturas e obras cinematográficas. No filme de Rodrigo Pimentel, Tropa de Elite, os conflítos existentes nas favelas do Rio de Janeiro são retratados de maneira fidedigna, revelando a tensão existente entre os moradores das regiões afetadas. Esse processo de selvageria, por sua vez, é acentuado pela ineficiência de políticas públicas que por muitas vezes são brandas a ponto de atingir a ineficácia.

Em primeiro lugar é preciso salientar que violência nem sempre é o fim e sim o meio utilizado por indivíduos que objetivam atender interesses de determinado grupo. Delimitação de território por tribos urbanas, divergências ideológicas, políticas e religiosas são exemplos de  situações que  constantemente fomentam  conflitos nocivos ao bem-estar da população em espaços urbes.

Esse processo de competição e disputa coloca em risco a vida de civis e profissionais que atuam na área da segurança. Estes, na grande maioria das vezes, são mal remunerados e não possuem ferramentas suficientemente eficazes para combater atos de rebeldia. A ausência de fiscalização idônea nas ruas combinada a leis punitivas brandas também  corroboram com a acelerada propagação de comportamentos ofensivos.

Sendo assim, percebe-se que a violência urbana comporta-se segundo dita o “efeito dominó”, prejudicando diversos seguimentos. Dessa forma, o Ministério da Segurança Pública, orgão responsável pela seguridade da população, deve fomentar rondas policiais periódicas, além de introduzir palestras sobre conduta civil nas escolas como medida preventiva. Somente desta maneira será possível modificar de maneira efetiva o cenário descrito no filme dirigido por Pimentel.