Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira
Enviada em 07/05/2021
Segundo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida”, vivenciada durante o século XX. Analisando o pensamento do sociólogo polonês, essa realidade imediata perpetua-se com o aumento da violência urbana no Brasil. Sendo assim, cabe analisar os fatores que levaram a esse problema, como o crescimento urbano desordenado e os diversos preconceitos.
De inicio, podemos observar que o crescimento urbano desordenado é um grande contribuente para a violência urbana. Em razão do acelerado processo do êxodo rural, as grandes cidades absorveram um numero alto de pessoas, que não foram acompanhadas pela infraestruta urbana (emprego, moradia, saúde, educação, qualificação, entre outros), formando as periferias, o que acabou agravando a importância das classes sociais que já existiam.
Consequentemente, isso leva a pensar-se no preconceito gerado. Ver, conhecer ou conviver com pessoas diferentes é gatilho para muita gente, existem pessoas que querem agredir o próximo só por ele ser diferente, percebe-se isso quando vemos os grupos mais atingidos pela violência urbana, que são os negros e jovens. Se a violência não se trata de preconceito e descontrole, não se sabe o motivo, o preconceito pode ser racial, social e até pelo genêro, tudo poder ser motivo.
Depois de apresentado os fatos, procura-se, urgentemente, propostas que amenizem esse problema. O Governo Federal deve elaborar programas sociais mais amplos que energicamente invistam em levar pontos de trabalho, instituições de saúde, segurança e educação de qualidade às periferias, fazendo com que a população local tenha uma qualidade melhor de vida. O ministério da educação deveria fazer palestras sobre inclusão, desde as crianças até os idosos, com o objetivo de amenizar o preconceito, e também deveriam disponibilizar sessões gratuítas com psicólogos em escolas e em algum departamento da prefeitura, para quem sofre a violência, seja física ou verbal. E quem sabe assim, a violência diminua.