Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira
Enviada em 14/07/2021
O filme “Tropa de Elite 2” retrata a cidade do Rio de Janeiro em um cenário fortemente tomado pela violência, principalmente nas áreas periféricas, no qual a população encontra dificuldades de inserção social e sobrevivência. De maneira análoga ao filme, o Brasil enfrenta a constante ação da criminalidade, o que eleva os índices de assassinatos e o sentimento de insegurança pública ainda nos dias atuais. Tais fatores se devem principalmente pela omissão governamental e a falta de planejamento das cidades, inviabilizando a resolução dessa adversidade.
Diante desse cenário, é importante ressaltar a passividade do governo no combate ao problema supracitado. Dessa forma, pauta-se a lógica do contratualista John Locke, que em seu contrato social afirmou que o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis dos indivíduos. No entanto, ao observar a crescente onda de violência nas cidades evidenciada principalmente aos representantes negros do sexo masculino, nota-se uma ruptura nos ideais defendidos pelo filósofo. A violação do direito à segurança, assegurado pela Carta Magna, se encontra, então, infringida, o que é resultante de uma ausência de policiamento nas grandes cidades e da inoperância de leis que decretam a prisão dos praticantes de tais atos brutais. Sendo assim, a população se encontra desassistida e refém de infratores.
Ademais, o crescimento desordenado das cidades estimula a persistência desse óbice. O aumento desenfreado da população nos grandes centros urbanos, dado principalmente pelo êxodo rural ocorrido no século XX, contribuiu para o desenvolvimento progressivo de zonas periféricas e a ausência de infraestrutura para o comportamento da população.Tal situação, alude-se a frase do político alemão Adenauer “todos vivem sob o mesmo céu, mas nem todos sob o mesmo horizonte”. Em concordância com a frase do político, se fez crescente o aumento da sociedade marginalizada notabilizada por indivíduos mais pobres, por conseguinte, saúde, educação e emprego se tornaram insuficientes e a favelização se tornou assídua, fator que contribuiu para a falta da segurança pública demonstrando uma forte desigualdade social como impulsionador da violência no Brasil.
Diante disso, é de fundamental importância que o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, juntamente com a prefeitura das cidades, conceda verbas necessárias para o investimento na infraestrutura urbana e policiamento, por meio de treinamentos, aumentos salariais, vistorias e programas sociais, a fim de possibilitar maior segurança populacional e maior qualidade de vida as zonas periféricas, possibilitando empregos, saúde e educação para os moradores de tais áreas, para que enfim, esse cenário atual agravante seja abolido.