Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira

Enviada em 10/08/2024

John Locke, filósofo inglês, destaca que é dever do Estado assegurar a segurança e o bem-estar social. Todavia, em virtude da violência urbana ser uma realidade na sociedade brasileira, é válido reconhecer como o poder público atua de modo ineficaz e, pior, não cumpre o papel social conforme os ideais de John Locke. Sob essa perspectiva, é possível analisar a má gestão pública e o preconceito enraizado como os pilares do problema. De início, percebe-se que a má gestão financeira do governo fomenta a permanência do entrave na sociedade, dado que, segundo informações do site CNN, o Brasil investe cerca de 160 bilhões de reais, anunalmente, em segurança pública, mas somente 1,9 bilhão em inteligência e informação. Sendo correspondente ao uso constante do apelo à violência contra o crime organizado, revoltas não controladas e casos extremos como a troca de tiros, principalmente, em estados com menor investimento de inteligência especializada, como no caso do Rio de Janeiro e da Bahia, os quais passam por uma devastadora onda de violência. Isso porque, lamentavelmente, o Estado não insere o investimento necessário voltado ao sistema de segurança inteligente. Além disso, vale ressaltar o preconceito enraizado como um fator que dificulta a atenuação do empecilho, visto que dados do site G1 revelam um aumento no número de homicídios em 4% com relação ao ano de 2019, ocorridos principalmente, em avenidas e ambientes públicos, contra homossexuais e pessoas de pele preta. Nesse sentido, segundo Pierre Bourdieu, sociólogo francês, a sociedade incorpora as estruturas sociais, ou seja, os indivíduos as reproduzem com naturalidade. Isso pode ser verificado com o aumento da violência em zonas urbanas, propagada contra povos de opções sexuais e cor de pele diferente, já que uma população acostumada com esse cenário, permite que a problemática continue evidente. Urge, portanto,