Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira

Enviada em 28/08/2024

O avanço da Revolução Industrial brasileira no século XX foi responsável por um intenso êxodo rural e, consequentemente, pelo estabelecimento de uma ocupação desordenada do ambiente urbano. Nesse sentido, o crescimento de pessoas nas cidades, contribui para a violência, que passa a ser um desafio enfrentado pela sociedade brasileira. Diante disso, é importante abordar as causas desse problema, como a desigualdade social e a negligência governamental.

Sob essa análise, a disparidade socioeconômica favorece a violência urbana no país. Isso ocorre, porque a má distribuição de renda, ocasiona a perda de recursos mínimos de sobrevivência ,como moradia, saúde, alimentação e educação. Dessa forma, o médico e escritor Dráuzio Varella, em seu artigo “Violência epidêmica”, expõe que as condições de vida nos bairros pobres viabilizam uma verdadeira epidemia de violência urbana. Nessa perspectiva, com o advento da pobreza, a sociedade recorre a atividades ilegais para se manter, como o tráfico de drogas, assaltos, homícidios, gerando a insegurança do restante da população. Logo, é preciso medidas para reverter esse quadro.

Ademais, a negligência governamental desencadeia os conflitos sociais nas cidades. Tal fato se dá, porque o poder público não investe na solução de problemas estruturais nos centros urbanos, como o desemprego, racismo e a desigualdade de renda. Desse modo, conforme o filósofo Friedrich Hegel, o Estado é o pilar inicial de uma nação, isto é, constitui o meio correferido à atenuação das mazelas sociais. Todavia, na prática a ausência da resolução desses problemas, é um desafio enfrentado pelos habitantes, pois impedem de viverem em um ambiente justo e seguro. Por fim, ações são indispensáveis para resolução disso.

Portanto, é vital a adoção de providências para combater a violência urbana no Brasil. Dessarte, cabe ao Governo, responsável em gerir os interesses sociais e econômicos da sociedade. promover uma vida digna as pessoas, por meio da garantia dos direitos básicos da população, como saúde, alimentação e moradia, a fim de atenuar a situação violenta do país. Além disso, o Estado deve propiciar organização e o controle social, por intermédio de uma maior quantidade de empregos a todos, garantindo uma renda, para que esse desafio seja suprimido.