Voto em branco e a crise na democracia brasileira
Enviada em 28/10/2025
No Brasil, o cidadão pode começar a exercer seu direito de escolher seu repre-sentante político a partir dos 16 anos. Sendo assim, ele tem três opções de voto, em branco, nulo ou em algum canditado, porém, os votos brancos e nulos não con-tabilizam na escolha do eleito. Quem ópta por um voto desse, abstêm do seu dever de escolher seu mandatário, abrindo mão de exercer deu direito de cidadão e pon-do em questionamento a soberania da população e o exercício pleno da democra-cia. Com isso, alguns políticos ganham as eleições tendo menos de 50 porcento dos votos, o que põe em dúvida se ele realmente representa aquela população.
Inicialmente, vale ressaltar que ao escolher o seu representante, o cidadão está exercendo um dever, a partir do momento que ele se abstem disso, ele põe na mão de outras pessoas uma escolha que ele deveria fazer. Dessa forma, a pesquisa feita pelo TSE em 2018 deixa esse cenário evidente, mais de 30 porcento da popu-lação afirmava votar nulo ou branco por não se sentir representada pelos candi-datos ou por não concordar com suas propostas. Com isso, uma minoria vota em um determinado partido e elege alguém que não satisfaz nem metade dos cida-dãos que ele irá representar.
Ademais, chama atenção a porcentagem que o eleito tem na contagem final dos votos, na maioria das vezes, não conquistam nem 40 porcento, mas ainda assim ganham a eleição. Exemplo disso, foi a reeleição da presidenta Dilma Rousseff em 2014, segundo o Jornal Nacional, a eleita conseguiu apenas 38 porcento dos votos no segundo turno, mas ainda assim ganhou. Isso põe em destaque a quantidade de brasileiros que óptam por não escolherem um partido, deixando o sistema de-mocrático fragilizado, já que apenas uma minoria participa ativamemte das deci-sões.
Portanto, essa parte do sistema eleitoral precisa mudar. Por isso, o governo fe-deral, responsável pela administração pública, deve eliminar a opção de votar em branco e nulo, forçando o cidadão a fazer uma escolha, de modo a aumentar o exercício da democracia e fazendo todos os brasileiros participarem ativamente das decisões, para que assim, a crise democrática seja solucionada.