Voto em branco e a crise na democracia brasileira
Enviada em 20/09/2025
Gabriel, o pensador em sua música, “Até quando”, elenca como principal crítica a comodidade do brasileiro frente aos problemas sociais. Esteriótipo do cidadão médio esse cenário serve de símbolo para o comportamento social diante do voto em em branco e a crise na democracia brasileira. Nesse contexto, destacam-se como fatores que enraízam e aprofundam a problemática: o individualismo social e a negligência escolar.
Em primeiro plano, cabe ressaltar o individualismo presente na sociedade, visto que os indivíduos buscam os interesses individuais acima da coletividade. Consoante a isso, o filósofo polonês, Zygmunt Bauman, atribui que o individualismo é uma característica central da modernidade líquida, onde as relações sociais se tornam frágeis e voláteis, assim refletem a cultura de consumo e a busca incessante por satisfação pessoal. Nesse sentido, o modo de vida individual despreza o coletivo o que influência a democracia, uma vez que a escolha dos representantes refletem a atitude coletiva e isso torna inerente a melhoria no contexto social as condições de vida.
Ademais, a negligência escolar configura-se como um dos fatores presente no país, logo que a escola exerce a função de modeladora dos seres humanos. Sob esse prisma, Paulo Freire, filósofo brasileiro, destaca “a educação sozinha não transforma a sociedade, mas sem ela tampouco a sociedade muda”. Desse modo, a educação funciona como instrumento de construção na mentalidade democrática dos futuros cidadãos, pois é a partir disso que surgem as primeiras concepções sobre a relevância do voto para eleger os representantes políticos e a autonomia dos sere humanos aptos ao processo democrático.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham conter o voto em branco e a crise na democracia brasileira. Para isso, cabe ao Governo Federal, Órgão de Supremacia Nacional, juntamente com as escolas, fazer campanhas que fizem debates sobre a visão da democracia, a fim de expandir o conhecimento político. Somente assim, a comodidade elencada por Gabriel, não será um problema social.