Voto em branco e a crise na democracia brasileira
Enviada em 26/02/2025
A Constituição Federal de 1988 - documento de maior hierarquia jurídica do país - declara que todos tem direito ao voto e participação popular. Entretanto, tal premissa não é verificada na realidade do Brasil quando prevalece o voto em branco e a crise na democracia brasileira. Isso emergem problemas sérios, em virtude do silenciamento midiático e da mentalidade social.
Dessa forma, em primeira análise, a omissão da mídia é um desafio presente nesse cenário. Para Allen Ginsberg, quem controla as mídias, as imagens, controla a cultura. Sob esse viés, os meios de comunicação não divulgam que o voto em branco é uma das causas da crise na democracia, que assim como o voto nulo, não influencia em nada nas eleições, por não ser contabilizado e não favorecer nenhum candidato, desse modo elegendo candidatos de forma não democrática. Assim, deve se corrigir a inércia que se encontra.
Ademais, a mentalidade social é um impasse na resolução da problemática. Segundo Sergio Cortella, a concordância faz com que permaneçamos estacionados, a discordância faz com que cresçamos. Porém, no pensamento comum o voto em branco seria utilizado apenas para mostrar insastifação com o político ou forma política, mas esses votos são invalidados, não beneficiando ou prejudicando ninguém e podendo diminuir a quantidade de votos que um candidato precisa, assim elegendo quem tem mais votos válidos, e não fazendo uma boa utilização da democracia. Diante do exposto, algo deve ser feito para reverter o quadro.
Portando, é necessário que medidas sejam tomadas. Desse modo, o Tribunal superior eleitoral, instância jurídica máxima da justiça eleitoral, deve fazer palestras e campanhas que informem as pessoas a necessidade e o valor do voto certo e que não seja usado em vão. Com isso o Brasil se tornará um país que garante a ampla defesa dos direitos a seus cidadãos.