Voto em branco e a crise na democracia brasileira
Enviada em 23/06/2025
Hodiernamente, o voto fez-se um símbolo de evolução, tendo em vista que apenas pessoas com pré-requisitos podiam exercer o poder político, impedindo uma parcela da população, como mulheres e homens assalariados. Nesse viés, a elevada ocorrência de votos brancos e nulos reflete o desapego populacional em um direito obtido através de diversas lutas, causado sobretudo pela ausência de letramento diplomático e o despego dos cidadãos quanto à situação democrática brasileira. Sendo assim, medidas sociais e políticas devem ser instaladas.
Segundo o filósofo Aristóteles " o homem é um animal político", pois, por natureza, necessita viver em sociedade. De maneira análoga, o descaso para o letramento estatal inicia, na base educacional, em que aulas sobre o quadro governamental não é retratado, como resultado aquele estimulado em executar o poder do voto de modo eficaz deve, por si próprio, buscar estudar, sem a motivação escolar. Logo, em alguns casos em que a situação financeira não proporciona perspectivas para que o jovem entre em contato ou avance a vontade de entender em que posição política se encontra. Dessa maneira, é imprescindível mudanças de caráter governamentais e educacionais.
Ademais, o desdém à crise na democracia brasileira, surge na decepção com os governos passados. Antagonicamente, a teoria de Zygmunt Bauman, “instituição zumbi”, quando o Estado não realiza suas funções acordadas, fica inerte, feito um “morto-vivo”. Nesse sentido, parte da inércia nas eleições brasileiras é a prática fictícia do poder do voto, diminuindo-o e a dúvida quanto aos candidatos, muito pela negligência com os mandatos ocorridos, desacreditando assim na democracia e no próprio ser humano.
Torna-se evidente, portanto, que para diminuir o número de votos brancos e os efeitos da democracia brasileira em crise, medidas devem ser exercidas. É papel do Ministério da Educação em conjunto com os governadores de cada cidade, fazer campanhas e debates em prol do letramento político e instaurar na grade curricular aulas de geopolítica, com o objetivo de criar uma noção diplomática desde cedo no cidadão brasileiro. Logo, toda a luta pelo alcance da democratização de exercer o “animal político” será definida eficientemente.