Voto em branco e a crise na democracia brasileira
Enviada em 15/04/2025
Segundo a Constituição Federal, promulgada em 1988, o sulfrágio é uma função do cidadão com a sociedade. No entanto, o não cumprimento desse preceito é evidente, visto que no final das eleições de 2022, milhões de brasileiros votaram nulo, de forma que seja necesário debater o voto em branco e a crise na democracia brasileira.
Diante dessse cenário, é necessário observar que a negligência populacional é um dos fatores para a crise na democracia brasileira. Com isso, a deputada estatual, Ana Campagnolo, criticou os cidadãos que praticam o voto nulo, “se você se omitir não vai mudar nada, quem decide o futuro do Brasil é quem vota”. A partir dessa fala é notório que o voto em branco despreza a existência do indíviduo como participante da sociedade brasileira, uma vez que ele excluí a si mesmo ao negligênciar as próprias responsabilidades, decididas pela Carta Magna. Assim, é preciso debater as consequências de tais ações.
Ademais, o voto em branco e a crise na democracia brasileira gera questões negativas para a população. Um dos princípios democráticos presentes na Constituição é o compromisso da nação nas urnas eleitorais, porque é através dessa ação que o povo decidirá seu representante. À vista disso, o voto em branco caracteriza a regressão política brasileira, gerando manipulações nas eleiçõs de modo que seja comparado ao “voto de cabresto” (meio de fraudes durante a Primeira República), pois nas duas situações os brasileiros não determinam seus presidentes. Dessa maneira, a resolução da problemática deve ser imediata.
Portanto, para que o voto em branco e a crise na democracia brasileira sejam de fato eliminados, é necessário que o governo federal- maior autoridade do país- promova benefícios para os cidadãos que realizam o sulfrágio, por meio de recompensas finaceiras, como exemplo taxas por votos, a fim de induzir a nação á praticarem sua função com a sociedade, como prevê a Constituição Federal.