FUVEST: resumo das obras literárias obrigatórias

Roberta Rinaldi Dicas de Redação

Se você é candidato ao vestibular da Fuvest, deve ficar atento às obras de leitura obrigatória para o exame e às alterações em relação ao ano passado. Por isso, preparamos este post, para deixá-lo por dentro de todas as informações fundamentais. Confira:

O que mudou?

A primeira alteração diz respeito à obra “A cidade e as serras”, de Eça de Queirós, que foi retirada da lista. Além disso, uma produção do mesmo autor, “A relíquia”, foi acrescentada.

Veja abaixo a lista completa de obras e um breve resumo delas:

  • Iracema – José de Alencar

Publicado em 1865, o livro conta a história de amor entre Martim e Iracema, a união entre o branco colonizador e o índio. Ademais, o enredo explora a questão da criação da identidade brasileira, a mescla entre a cultura europeia (considerada “civilizada”) e cultura indígena, além da miscigenação.

Número de páginas: 136

  • Memórias póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis 

Esta obra começou a ser publicada primeiramente como folhetim, em 1880, na Revista Brasileira, tendo o livro lançado no ano seguinte. A narrativa é feita em primeira pessoa por Brás Cubas, um “defunto-autor”, ou seja, o protagonista já está morto, mas escreve sua autobiografia. Em suma, o narrador recria seu passado e faz críticas, em tom de ironia e pessimismo, às condições de vida e às relações sociais da época.

Número de páginas: 224

  • A relíquia – Eça de Queirós 

Este livro foi publicado em 1887. O protagonista da história é um homem chamado Teodorico Raposo. Ele conta suas memórias do passado, concentrando-se em uma viagem que fez ao Egito e à Palestina depois de sofrer uma desilusão amorosa. Dessa forma, descreve com bom humor, temas como a capacidade de adaptação, interesses, além de problemas sociais e afetivos.

Número de páginas: 224 

  • O cortiço – Aluísio Azevedo

O romance foi publicado em 1890 e a obra foi considerada um marco no Naturalismo brasileiro. Logo, representou, por meio do enredo, a realidade da sociedade, influenciada pelo ambiente de convivência, questões de raça e condições de vida subjugadas à exploração. Além disso, algumas das principais críticas dizem respeito às diferenças sociais e às formas corruptas de ascensão.

Número de páginas: 384

  • Vidas secas – Graciliano Ramos

Publicado em 1938, conta a história de uma família de retirantes sertanejos. Eles precisam migrar devido ao problema da seca. Trata-se, portanto, de um romance regionalista, e faz crítica, também, à desonestidade da classe dominante, que impede a tantos as condições adequadas de sobrevivência. Assim, Graciliano retrata a desumanização do homem, massacrado por uma sociedade e um governo injustos.

Número de páginas: 176

  • Minha vida de menina – Helena Morley

Publicado em 1942, trata-se de um romance biográfico. São registros oficiais do diário de Alice Dayrell Caldeira Brant, que assina o livro sob o pseudônimo Helena Morley. Por meio do olhar de uma adolescente dos 13 aos 15 anos, remete-nos à cidade de Diamantina, Minas Gerais. A história começa em 1893, e mostra os problemas sociais e econômicos da época. O período em contextualização é o pós abolição da escravatura e proclamação da República.

Número de páginas: 328

  • Claro enigma – Carlos Drummond de Andrade

Esta obra de Drummond, publicada em 1951, é composta por 42 poemas. Por ter sido escrito em um período histórico de tensão, com o início da Guerra Fria, o autor marca sua frustração, tristeza e melancolia nos versos. Assim, o inconformismo e o desencanto pela realidade social vivida faz por si só a crítica ao longo da produção.

Número de páginas: 144

  • Sagarana – João Guimarães Rosa

Este é um livro de contos, que foi publicado em 1946. Quase todas as histórias se passam no interior de Minas Gerais, e a produção é considerada de caráter regionalista. Dessa forma, as histórias são contadas como lendas e causos e envolvem uma série de temáticas, algumas fantasiosas e outras mais críticas.

Número de páginas: 414

  • Mayombe – Pepetela

Foi publicado em 1980 e narra o processo de independência da Angola, que lutava para ser livre da colonização. Mostra, sob uma ótica humanizadora, como os guerrilheiros lutavam por um ideal, mas também sofriam e passavam por conturbadas e conflituosas situações. Além disso, mostra como eles lidavam com a questão do preconceito, das divergências e do medo.

Número de páginas: 248

Todas as obras são consagradas pela crítica. É importante que você, candidato, faça uma leitura atenta de cada uma dessas obras! Além de estudá-las, procure pesquisar a respeito para saber discutir qualquer temática relacionada a elas no exame.

Veja AQUI tudo o que você precisa saber sobre a redação da FUVEST e AQUI sobre os temas abstratos cobrados pela banca.

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Boa leitura e até a próxima! 😉

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