Redação: Os perigos das Fake News na Era da Informação

Roberta Rinaldi Exemplo de redação

[1] Durante a Idade Média, Joana D’Arc foi morta na fogueira pela Igreja Católica, após falsos boatos de ser uma bruxa. Entretanto, apesar de tal fato datar de séculos antepassados, as “Fake News” ainda percorrer na contemporaneidade brasileira, causando transtorno e temor para as pessoas. Nesse ângulo, devem ser analisadas as principais causas dessa problemática. [2]

[3] A princípio, vale ressaltar que as notícias falsas ganham cada vez mais destaque nas redes sociais. Uma prova disso, [6] foi o caso da mulher morta no interior de São Paulo, depois que sua amiga espalhou falsos boatos na internet que matavam crianças em rituais, sendo linchada e assassinada pela população local. [7] Análogo a isso, estão cada vez mais frequentes casos como esse, porque muitos “vilões” da internet criam notícias invalidas [9], os internautas não verificam a fonte, repassam a matéria e estas se espalham rapidamente no “mundo digital”. Dessa forma, não é à toa que Hitler já usava dessa ideologia para promover sua imagem durante a 2° Guerra Mundial. [8]

[4] Ademais, convém frisar que a mídia é umas das propulsoras do problema. A circulação de fake news tem se tornado um grande lucro para empresas que se utilizam desse artifício, por exemplo, uma menina cega que ganha 0,10 centavos por cada compartilhamento, dicas sobre um remédio proibido que emagrece muito em pouco tempo e falsos produtos contra a calvície são manchetes fictícias que estão lucrando em cima da falta de bom senso das pessoas, para venderem suas mercadorias ou divulgarem suas páginas. Dessa forma, conforme afirmava os filósofos Adorno e Horkheimer [10], o sistema capitalista implanta a necessidade de consumo ligada à pseudo-felicidade. Parafraseando esse conceito, o tecido social fica alienado, influenciado pelo compartilhamento mentiroso e circula cada vez mais essas manchetes.

[5] As Fake News, portanto, representam um impasse no meio social brasileiro. Para tanto, o Ministério da Justiça [11] deve vigorar melhor a lei, por meio da implantação de multas ou até mesmo prisão, dependendo da gravidade do caso, tanto para as empresas, quanto para os internautas que cometerem esse crime. Além disso, as ONGs, aliadas à mídia, [11] devem criar uma cartilha para conscientizar [13] a população sobre como acessar com segurança na internet, que se chamaria, por exemplo, “10 dicas de combate às falsas publicações”. Nela, os navegantes seriam guiados a olhar a fonte, as datas e todas as informações importantes da matéria, a fim de comprovar sua veracidade [14]. [12] E, por último, o Poder Legislativo [11] deve investigar [13] todos os casos de grande ou média percussão das fake news, como o ocorrido em São Paulo, para julgar e punir os agressores [14] que estão atrás das telas. Talvez, dessa maneira, as notícias falsas fiquem apenas no contexto histórico.

Avaliação por competência:

Competência I – Demonstrar domínio da norma culta:

[6] Vírgula inadequada.

[9] Falta acento.

Competência II – Compreender a Proposta:

[1] Contextualização correta do tema.

[2] Tese clara.

Competência III – Selecionar e relacionar argumentos:

[7] Bom exemplo.

[8] Boa alusão histórica

[10] Boa citação de autoridade. 

Competência IV – Conhecer os mecanismos linguísticos para a construção da argumentação:

[3][4][5] Boa coesão entre parágrafos.

[12] Conjunção desnecessária. Corte-a do trecho.

Competência V – Elaborar a proposta de solução para o problema:

[11] Agentes corretos.

[13] Ações corretas.

[14] Finalidade corretas.

Nota: 960

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