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    De acordo com a Lei da Inércia, um copo tende a permanecer em movimento, até que uma força de sentido contrário e intensidade maior o contenha. Nesse contexto, a ineficiência da política no que diz respeito às drogas, perpetua-se de maneira análoga a esse corpo extenso.Isso se evidencia pela pouca fiscalização nas fronteiras em concomitância com ausência de programas de saúde pública. 
               Em primeiro plano, é notório que a política de fronteiras no país ratifica a problemática.Haja vista que o número de policiais é insuficiente para fiscalizar a área fronteiriça que o Brasil ocupa, sobretudo na região Norte,tendo em vista o seu tamanho continental. Dessa forma, criminosos aproveitam-se da lacuna para realizar o tráfico de drogas e armas. À vista dessa problemática, conforme o filósofo Ilumista Jeremy Bentham, quando um ato criminoso não é correspondido com uma punição assertiva, há a banalização do delito.Assim, é inadmissível que tal prática se perpetue em um país em que a Carta Magna garante segurança ao povo brasileiro. 
               Outrossim, de acordo com o mito da caverna de Platão, os seres que não possuem discernimento crítico perante uma situação adversa da realidade, são comparados a escravos que habitam uma gruta da ignorância. Desse modo, os governos estaduais agem de forma análoga, porque o número de clínicas públicas é pequeno em relação aos centros de tratamento privados. Com isso, famílias que não possuem recursos financeiros para a arcar com tais despesas, são forçadas a abdicar da esperança de cura. Configura-se, portanto, um ato que vai de encontro ao princípio constitucional que garante saúde à todos em um Estado democrático.
                Destarte, a fim de reverter esse quadro nefasto, uma medida é fundamental. Cabe ao Governo, por meio do Ministério de Planejamento em parceria com o Ministério das Cidades, criar novos centros que acolham dependentes químicos com a presença de psicólogos, enfermeiros e psiquiatras. Com o objetivo de dar uma atenção especial aos cidadãos que sofrem com esse mal.Além disso, é preciso que haja um acompanhamento das famílias, nas unidades de PSFs, com a presença de assistentes sociais e terapeutas. Com o fito de proporcionar uma educação emocional e, consequentemente uma melhor compreensão acerca do tema abordado. Assim,com esse vetor de grande força, será possível começar um caminho assertivo no que tange ao combate das drogas.