A eficiência da política antidrogas brasileira

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    Em artigo publicado pelo jornal inglês "The Guardian", o Ministro do STF, Luís Roberto Barroso diz que " a política antidroga brasileira 'apenas destrói vidas', gera piores resultados para a sociedade, é caro e não tem impacto ao tráfico de drogas". Logo, é notório que ainda seja bastante discutido a respeito da política antidrogas no Brasil e, que há questionamentos se realmente tem eficiências e quais impactos sociais negativos geram no país. 
           Em primeira análise, é válido destacar que a própria Lei Nº 11.343, tem dificuldade de estabelecer a diferença entre "usuário" e "traficante"; os critérios são muito subjetivos, desse modo, na prática do sistema de justiça do Brasil essa distinção se da de forma seletiva e reforça a desigualdade. Visto que, essa desigualdade gera mais violência em determinados lugares, principalmente na periferia, sendo isso um dos maiores impactos negativos vivenciados atualmente. 
          Em segunda análise, é perceptível a necessidade de lidar com algumas drogas, por exemplo, a maconha, da mesma forma que lidam com o cigarro e o álcool, drogas lícitas, regulamentadas, tributadas, sujeitas a restrição de idade e propagandas, mas que não geram benefícios a saúde. Entretanto, alguns países desenvolvidos como Espanha e Portugal possuem a legalização de algumas drogas e percebem a mudança social que é proporcionada e, buscam atentar-se para a saúde dos usuários.
        Diante do exposto, portanto, é importante que o Ministério Publico analisem e percebam que o atual padrão reforça os problemas sociais ao invés de resolvê-los; de modo que, seja necessário também, que busquem meios eficiente para que legalizem algumas drogas para a redução da desigualdade e violências, consequentemente gerando campanhas de advertência a saúde e desencorajamento ao consumo, como é feito com o cigarro e o álcool, para que diminua os impactos negativos causados com essa política, que até o momento destrói mais vidas do que preserva.