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    A política antidrogas adotada pelo Brasil é um tema de análise complexa, uma vez que se liga a contextos variados, tais como: uma legislação considerada adequada por muitos e, ao mesmo tempo, a ineficiência do Estado em conter o crime de tráfico de drogas, bem como deixá-lo de ser uma opção rentável. Diante de tais evidências, o país terá, ainda, um longo caminho para que essa situação seja, de fato, controlada pelo poder público. 
    No que se refere à Legislação 11.343/06, é válido destacar, antes de tudo, que essa lei foi considerada um avanço para a época. Isso porque passou a despenalizar a posse de drogas, como a maconha, para uso pessoal. Outros pontos positivos da lei foram as políticas voltadas para a reinserção social do usuário ou dependente, bem como o tratamento adequado, abolindo, todavia, o compulsório. 
    Por outro lado, a ineficiência do Estado é notória em atuar na prevenção e no combate às substâncias alucinógenas ilícitas. Isso fica constatado, sobretudo, pela quantidade de pessoas que o crime organizado consegue aliciar para o tráfico, tornando uma opção de vida rentável, principalmente nas periferias dos grandes centros urbanos. Como exemplo, pode-se citar o Rio de Janeiro, onde o caos da segurança pública chegou a tal ponto que se decidiu por uma intervenção federal nessa área. 
    Dessa forma, questões como a Lei 11.343/06 e o crime de tráfico de entorpecentes, sendo uma opção atrativa para as pessoas, estão associadas à política antidrogas brasileira e não podem não podem ser desconsideradas. Espera-se que os governos federais, estaduais e municipais priorizem ações, como palestras educacionais que seriam ministradas por autoridades no assunto ou pessoas que tiveram a vida devastada pelas drogas. Essas iniciativas seriam realizadas em escolas, redes sociais, intervalos comerciais de tevê, para alertar os jovens quanto aos perigos proporcionados quando decidem em se envolver com substâncias ilícitas.