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    Na década de 1980, o colombiano Pablo Escobar foi o principal responsável pelo abastecimento de cocaína em todo o mundo. Dessa situação resultou a crescente onda violência relacionadas ao tráfico em diversos países, mormente na América Latina e Estados Unidos. No Brasil, essa problemática reproduz graves problemas sociais. Nesse sentido, para solucionar esse problema, é preciso entender suas verdadeiras causas.
          A princípio, percebe-se que essa circunstância é intensificada por questões estruturais e legais. Isso se deve ao fato de que, a partir da impunidade aos chefes de cartéis, o combate ao tráfico torna-se inócuo, uma vez que o abastecimento de entorpecentes é mantido. Além disso, o Brasil tem a quinta maior fronteira territorial do mundo. A precária patrulha dessas fronteiras e de seu espaço aéreo são fatores que permitem a manutenção desses crimes. Com a manutenção desse quadro, os dano sociais ligados ao tráfico de drogas se intensificam no Brasil.
          Outrossim,  vale ressaltar que essa situação é fator mantenedor de uma conjuntura social perversa. Nesse aspecto, observa-se que a maior parte das prisões é efetuada contra traficantes de pouca importância, muitas vezes pobres e menores de idade. Desse modo, a violência perpetua-se como resultado de uma tentativa de ascensão social, ainda que por vias ilegais. Nesse contexto, entende-se o pensamento do filósofo Sartre, que afirma que a guerra entre ricos resulta em porte para os pobres.
          Percebe-se, portanto, que o combate ao tráfico é fundamental para a reversão de questões sociais daninhas. Logo, é necessário que o Governo Federal intensifique o controle das fronteiras, por meio a instalação de bases militares em pontos estratégicos, para minimizar a entrada de entorpecentes no país. De mesmo modo, o poder público deve usar a inteligência policial para desmembrar rotas de distribuição de drogas que existam no território nacional, a fim de minar o poder dos traficantes. O Congresso deve, por seu turno, votar o aumento de recursos para que as ações dispostas sejam efetivadas.