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    Segundo o filosofo Confúcio, " não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros". Dessa forma, analogamente ao pensamento dele, o Estado brasileiro continua errando em sua política de combate as drogas, uma vez que tal problema social e de saúde pública é tratado de maneira violenta e repressiva, causando efeito reverso e, assim, aumentando o consumo de drogas no país. Nesse contexto, torna-se urgente que a atual política antidrogas seja debatida, para que novas e mais efetivas medidas interventivas possam ser tomadas. 
              Todos os dias vê-se nos noticiários tiroteios entre traficantes de drogas e  a PM, os quais causam caos e aterrorizam a população de bairros pobres e favelas. Nesse sentido, sabe-se que o Brasil é palco de uma antiga e violenta guerra contra o mercado lucrativo de drogas, que circula desde dos bilionários até o adolescente da periferia. Tal guerra apresenta-se como uma luta sem fim que apenas lota as prisões com pequenos comerciantes e usuários de entorpecentes e não resolve o problema, longe disso, enriquece aqueles que comandam esse mercado ao valorizar o valor da droga. 
                Contudo, nota-se que o país caminha lentamente para a resolução da problemática. Nos últimos anos, o Governo Federal passou a aumentar a ação Ministério da Saúde e a envolver o Ministério do Desenvolvimento Social no combate a esse mal, assim como criou os centros de tratamento a usuários de álcool e drogas, CAPS AD, demostrando significante avanço. Todavia, a questão ainda está predominantemente nas mãos dos órgãos de segurança pública que insistem em lidar com isso como um caso policial. Ademais, são poucas as ações de prevenção vindas desses órgãos, o que acaba por criar o ciclo a qual o número de usuários e traficantes cresce constantemente.
                 Portanto, fica evidente que a atitude governamental em relação ao problema precisa mudar para que, desse modo, não se cometa novos erros. Dessarte, primeiramente deve-se reduzir a participação dos órgãos de segurança pública, os quais devem agir apenas em casos de violência a população. Assim sendo, o responsáveis pelo fim dessa calamidade devem ser, sobretudo, o Ministério da Saúde e o do Desenvolvimento Social, que, por meio de aperfeiçoamento e expansão do CAPS AD, de campanhas publicitárias nacionais de combate as drogas e da criação de projetos sociais de inserção dos jovens em atividades culturais, deve diminuir o número de dependentes e prevenir a aparição de novos. Outrossim, é de extrema importância que as instituições educacionais discutam esse tema com os estudantes e realizem palestras educativas com psicólogos e profissionais da saúde como forma de prevenção, visto que como disse Immanuel Kant, " o homem é aquilo que a educação faz dele".