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    Durante o Período Neocolonial, o Império Chinês travou diversos combates armados contra o domínio britânico. Dentre esses conflitos, a Guerra do Ópio foi uma reação chinesa à comercialização britânica do ópio, produto responsável por viciar os cidadãos chineses que o consumiam. De modo análogo, no Brasil hodierno está estabelecida uma crise para a resolução da problemática do tráfico de drogas. Esse aspecto se dá pela ineficácia da vigilância das fronteiras internacionais de importação de drogas e pelo combate superficial no que tange à distribuição hierárquica dos traficantes. 
           Em primeiro plano, é notória a ineficiência do combate ao tráfico de drogas baseado na supressão dos “microtraficantes” no Brasil — aspecto que se desenvolve com a apreensão de pequenas quantidades de drogas e prisão de indivíduos de baixa hierarquia do comércio de entorpecentes. Nesse viés, cria-se um processo de retificação paliativa e ineficaz a longo prazo para a problemática e, paralelamente, são gerados obstáculos como a reposição constante de “microtraficantes” nas linhas de comércio e a acentuação do número de aprisionamentos no país. Dessa maneira, entende-se que a superficialidade das políticas policiais não afeta significativamente o comércio de drogas, uma vez que não são suprimidos os processos de abastecimento desses produtos no país. 
           Outrossim, ressalta-se que a importação de drogas é o principal meio de abastecimento do comércio desses produtos no Brasil. Tal fato, exemplificado por meio da franquia de documentários “Drogas SA” da empresa National Geographic, deve se à atuação insuficiente das forças militares na fiscalização das cargas que circulam entre as regiões fronteiriças e alarma os setores nacionais de segurança pública pelo fato de os entorpecentes serem responsáveis pela criação de um cenário de violência e criminalidade no país. Nessa conjuntura, é necessário salientar que, apesar de o tráfico de drogas ser presente em diversas camadas sociais, há uma heterogeneidade dos efeitos desse processo no que tange à disparidade socioeconômica nacional, principalmente quando analisado o aumento do número de homicídios relacionados ao tráfico nas parcelas mais carentes da população. 
           Destarte, ações devem ser realizadas para solver a problemática. Para isso, cabe ao Ministério da Segurança Pública estabelecer, em todas as áreas fronteiriças de alto potencial de importação de drogas, o estabelecimento de postos alfandegários especializados em fiscalização de cargas e produtos, a fim de evitar a entrada de entorpecentes no território nacional. Paralelamente, compete à Polícia Federal destinar mais agentes para investigar e realizar, paulatinamente, a prisão dos mantenedores do tráfico, com o intuito de reduzir a quantidade de narcóticos em circulação no país. Dessa forma, talvez seja possível estabelecer políticas antidrogas eficientes no Brasil.