A eficiência da política antidrogas brasileira

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    Liderada pelo ex-presidente Nixon, a Política de Guerra às drogas iniciou-se nos EUA, espalhando-se, posteriormente, pela América Latina. No Brasil, tal ação, devido à Lei de Drogas de 2005 e às ineficazes campanhas educativas de prevenção, é ineficiente e falha no combate ao uso de narcóticos. Nesse sentido, ações sociais devem ser realizadas, com o fito de amortizar a problemática abordada. 
              Em primeiro plano, cabe pontuar que a Lei de Drogas é um ato ineficiente para minimizar a utilização de entorpecentes. Isso ocorre, pois tal promulgação apresenta caráter subjetivo quanto à aplicação, dificultando a diferenciação de um consumidor de substâncias ilícitas para um traficante. Por esse motivo, muitos dependentes químicos são classificados como criminosos e, por isso, são encarcerados em prisões superlotadas, onde o acesso às drogas e à criminalidade é pertinente. Consequentemente, por não terem um tratamento médico e social adequado, a dependência química de tais pessoas é potencializada, não solucionando a questão do uso de narcóticos. 
                Outrossim, a política de prevenção ao consumo de substâncias ilícitas é inadequada e escassa. Essa problemática acontece devido à forma superficial e desinteressante que o assunto é abordado em projetos educacionais, como o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, não estimulando o senso crítico juvenil acerca das más consequências do uso de entorpecentes. Os adolescentes, então, por serem fruto da educação recebida, conforme dito pelo filósofo Immanuel Kant, tornam-se alvos fáceis dos traficantes, sendo persuadidos a comprar e usar narcóticos. Por conseguinte, há a sintetização de uma juventude marcada pela dependência química precoce e falhas no desenvolvimento social e cognitivo. 
               É evidente, portanto, que a política de combate ao uso de drogas deve ser reformada. Para isso, cabe ao Legislativo reformular a Lei de Drogas, tornando-a mais objetiva e clara para facilitar a aplicação dela pelas autoridades jurídicas. Também, o Ministério da Saúde deve criar um projeto de tratamento e reabilitação para os adictos dos narcóticos, visando à redução dos danos causados neles. Desse modo, clínicas especializadas, por meio do capital estatal, devem ser construídas nos centros urbanos brasileiros, sendo equipadas com médicos e equipamentos necessários para a realização do tratamento. Ademais, as escolas, em parceria com ONGs, precisam promover campanhas socioeducativas, a fim de estimular a prevenção e a reflexão crítica juvenil sobre a utilização das drogas. Por isso, debates, palestras e atividades lúdicas devem ser realizados por psicopedagogos e ex-usuários nos colégios.