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    É inegável que o uso de drogas desvinculado a alguma prescrição médica provoca danos muitas vezes irreversíveis ao organismo do usuário, além de prejudicar sua convivência em sociedade. Por essa razão, a política anti-drogas brasileira se apoia na proibição do comércio de tais toxinas. No entanto, percebe-se o ínfimo efeito da ação quando pesquisas recentes evidenciam o alto número de traficantes e usuário de drogas no Brasil.
          Nesse contexto, a proposta de Milton Friedman e muitos outros economistas é bem clara: enquanto houver demanda, haverá quem comercialize. Visto isso, torna-se evidente que o Brasil caminha na direção oposta à resolução da problemática. O foco, então, deve-se estar em políticas voltadas ao usuário, o qual é o maior responsável pela continuidade do tráfico.
          Embora haja tantas pesquisas que demonstrem essas informações, deve-se lembrar que se trata de um país predominantemente religioso e, por isso, intrinsicamente conservador. Isso dificulta a implantação de políticas liberais como a Friedman e, consequentemente, que se resolva a questão. O Estado, então, necessita agregar à mudança campanhas publicitárias claras que enfatizem o motivo da alteração de foco das ações. 
          Liberar a venda de drogas é a solução do nó górdio citado. Estabelecimentos podem comercializá-las, tendo supervisões e fiscalizações constantes; o que reduzirá o risco de o indivíduo comprar drogas ainda mais tóxicas do que já costumam ser. Além disso, a violência proveniente do tráfico deverá ser reduzida pelo baixo poderio dos vendedores ilegais. Isso acarreta mais momentos de paz em favelas e morros principalmente.   
          Além da liberação da venda de droga, ainda são é necessário apoio de ongs a vítimas, maior número de psiquiatras em hospitais da rede pública e, é claro, publicidade governamental constante contendo todos os males provenientes da droga. Dessa forma, haverá real melhora no cenário.