A eficiência da política antidrogas brasileira

Envie sua redação para correção
    Forte para os fracos e fraca para os fortes.
          A guerra contra as drogas, declarada pelo presidente Richard Nixon no ano de 1962, após a convenção da ONU, tomou proporções globais devido a sua importância no mundo. Mais de 40 anos depois, o problema dos entorpecentes é uma realidade cada vez mais avançada e, infelizmente, natural no dia a dia de todos os cidadãos. No Brasil, a política antidrogas, que completa 12 anos em 2018, se mostrar repressiva, cara e ineficiente priorizando o combate aos “microtraficantes” e não ao mercado bilionário das drogas.
          Primeiramente, as razões que levaram a humanidade ao uso de entorpecentes variam desde mágicas, religiosas, medicinais, afrodisíacas ou unicamente como alucinógenas. Junto com a revolução industrial e o modo de produção capitalista, as drogas passaram de mera utilização para o bem-estar para se tornarem uma mercadoria a ser vendida e comprada. Nesse sentido, o mercado robusto de tráfico de drogas que se formou ao longo dos anos é mantido pela lucratividade e acabam por tornar as gangues o principal poder político e econômico em milhares de bairros modestos no Brasil, intimidando e exercendo uma vantagem injusta sobre qualquer atividade legal.
           Como causas da manutenção dessa realidade, pode-se destacar a ineficiência histórica das políticas públicas que prioriza a parcela mais pobre ao invés das fações criminosas que lucram encima da ausência da ação do governo. Tal fato é ratificado ao analisar a entrevista para o jornal “ The Guardian “ de Luis Roberto Barroso, membro do Supremo Tribunal Federal, em que dados mostram que o foco nos últimos anos foi o encarceramento e a repressão da parcela mais pobre da população, com quantidades insignificantes de drogas. Nesse sentido, a política antidrogas se torna forte para os fracos e fraca para os fortes, impedindo a resolução do problema.
           Nesse ínterim, portanto, medidas são necessárias para reverter o atual cenário no país. Cabe ao Estado, gestor dos interesses coletivos, promover o combate, por meio das forças armadas, das grandes facções e quadrilhas de drogas, reprimindo e julgando os líderes do movimento. Ainda cabe ao Governo, por meio do Ministério da Saúde, criar centros de tratamentos para os dependentes químicos, promovendo a recuperação da parcela da população acometida e, consequentemente, redução no consumo de drogas. Por fim, é papel da mídia e da escola, por meio de palestras e propagandas, em conscientizar e desencorajar o consumo de drogas. Sob tal perspectiva, poder-se-á criar um país livre das drogas.