A eficiência da política antidrogas brasileira

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    “Devemos promover coragem onde há medo, acordo onde existe conflito e inspirar esperança onde há desespero”, disse o líder sul-africano Nelson Mandela. Esse tem sido um grande desafio para o Brasil, visto que enfrenta uma grave crise na segurança pública e apresenta elevados índices de criminalidade. Tal contexto está relacionado, sobretudo, à ausência de políticas públicas para segurança e à ineficiência da educação pública para os jovens das periferias. 
          É relevante enfatizar, inicialmente, que o Brasil não possui uma política pública de segurança consistente e sistematizada. Isso ocorre, especialmente, devido à ausência do conceito de segurança na Constituição Federal, dificultando o planejamento e a implementação de ações concretas para prevenção da violência. Além disso, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça, o Brasil aplica apenas 1,5% do Produto Interno Bruto na área de segurança, o que ocasiona baixos salários e pouca modernização para a força policial. Desse modo, se observa uma crescente corrupção dentro da categoria e a formação de milícias que atuam em parceria com o tráfico de drogas. 
          Outrossim, atrelada à ausência de políticas para segurança, tem-se ainda a ineficiência do sistema educacional público, que não gera oportunidades para os jovens das periferias. Segundo o sociólogo Jonh Locke, é dever do Estado assegurar liberdade, igualdade e educação a todos os cidadãos. No entanto, com uma educação precarizada e cada vez mais sem perspectivas, muitos jovens são aliciados pelo tráfico de drogas, com promessas de dinheiro e de melhores condições de vida, promovendo um ciclo vicioso de manutenção do crime organizado dentro das comunidades. Ademais, essas facções disputam territórios para comercialização de drogas dentro das grandes cidades, provocando uma guerra urbana e a morte de milhares de jovens e policiais. 
          Torna-se evidente, portanto, que a crise da segurança pública no Brasil é uma problemática multifacetada e que tem causado graves prejuízos a toda sociedade. Logo, é primordial que o Estado, através do poder legislativo e do poder executivo, direcione um maior percentual orçamentário para investimentos em modernização e capacitação da força policial, incluindo melhor remuneração e condições de trabalho, para que se possa diminuir os índices de corrupção na categoria. Além disso, o Ministério da Educação em parceria com as Secretárias Municipais de Educação, deve promover a melhoria da educação nas periferias com maior acesso a cursos profissionalizantes e escolas em tempo integral. Como também é fundamental que empresas solidárias e ONGs implementem programas de estágios e incentivo ao primeiro emprego para os jovens. Assim, por meio de melhores investimentos e da educação será possível combater a violência e transformar a sociedade.