A eficiência da política antidrogas brasileira

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    Abordagem correta
    
         O combate às drogas ilícitas no Brasil vem sendo tratado como um tema polarizador de opiniões. Esse posicionamento contrário ocorre devido, principalmente, à existência de grupos sociais que defendem diferentes formas a serem adotadas pelas políticas públicas no trato de dependentes químicos. Esses mesmos dependentes químicos são constantemente descartados da sociedade por parte do Estado e dos grupos influenciados por ele, o que agrava a problemática da ineficiência na relação entre a nação verde-amarela e as drogas.
          A forma como o consumo de drogas é enfrentado pelas autoridades demonstra um enorme descaso com que são tratados os criminalizados usuários. A recente megaoperação conduzida pela prefeitura de São Paulo, visando o desmanche da "cracolândia", serve para exemplificar a maneira encontrada pelo Estado para, supostamente, "exterminar" o consumo indevido de drogas, maneira essa que enxerga o uso de entorpecentes como problema de caráter policial, quando na verdade se trata de um problema de saúde pública, visto que a dependência química é uma doença e não um crime.
    
        Relacionado ao consumo de drogas está o tráfico dessas, que existe graças à criminalização atribuída pelo Sistema Legislativo à grande parte das drogas. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a liberação da maconha no Uruguai, instituída em 2013, conquistou, quatro anos depois, uma diminuição de 18% na taxa de crimes relacionados ao narcotráfico. Além de possibilitar grandes aumentos nas taxas criminais, o tráfico também favorece constantes alterações químicas nas substâncias ilegalmente comercializadas, visto que não há nenhum controle de qualidade.
          Assim sendo, os principais caminhos para que o Brasil seja mais articulado nesse tema são, em ordem de urgência, a quebra do preconceito de grande parte da população quanto ao consumo de drogas e a descriminalização das mesmas. A primeira deve ocorrer de maneira que o MEC deve instituir nas salas de aula o ensino do que se trata o consumo de drogas e como deve ser tratado. A segunda eventual solução deve ocorrer de forma que, com a periódica conscientização pública, a condição de "suposta solução" passe para a condição de "solução correta" tomada pelo Judiciário, e assim melhorar-se-á o controle do país sobre as substâncias que nele circulam.