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    Em 1973, foi instituída no Brasil a primeira lei antidrogas, em tese -porem, na prática era diferente-, ela vinha com o intuito de criar, organizar, humanizar e burocratizar o uso e o tráfico de drogas, separando assim o usuário do traficante. Desde a década de 70, outras leis foram criadas e as existentes melhoras, tendo em vista o fim do tráfico e do uso de drogas ilícitas, mas as drogas sempre foram tratadas da forma errada, tratadas como um problema criminal e infelizmente não como um problema de saúde pública, pois é assim que deveriam ser tratadas. 
    No inicio de 2018 foi amplamente discutido na mídia o fim das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras), pois eram poucas e as mesmas não conseguiam cumprir a sua missão de amenizar o tráfico nas comunidades, mostrando mais uma vez a ineficiência do estado. Outrossim as leis criadas desde a década de 70 não diminuíram o tráfico, mesmo separando o usuário, o traficante profissional e o eventual, na prática tais leis se torna obsoletas, que é nítido no aumento de prisões por tráfico de drogas. 
    Fato é, que a política antidrogas brasileira é ineficiente, como apontou em entrevista o ex-secretário Nacional de Políticas sobre Drogas Luiz Guilherme Paiva e o tráfico de drogas ainda é um problema que ano após ano, mata milhares e movimenta milhões de reais no Brasil. Essas medidas antidrogas que tratam o problema de forma errada consomem milhões de reais dos cofres públicos e os poderosos carteis continuam intactos, enquanto pequenos traficantes e usuários continuam sendo presos (o que recai no tão atual problema da superlotação dos presídios brasileiros).
    Diante do exposto, uma política antidrogas mais eficiente deve ser estabelecida, cabendo ao judiciário melhorar as leis já existentes e criar meios para que as mesmas sejam cumpridas na prática. Da mesma forma essas mudanças nas leis devem ter como norte o fato de que as drogas é um problema de saúde pública e o usuário assim como o traficante eventual se tornam vítimas de um sistema. Tomando como exemplo países europeus e alguns estados norte-americanos, uma forma mais eficiente de acabar com o trafico de drogas e a violência que o mesmo trás consigo é a legalização das drogas (ou parte delas), essa medida drástica para alguns, afetaria quem realmente movimenta o trafico, ou seja, os grandes carteis. Estabelecendo leis que respeitem os cidadãos e por conseguinte, cobrando imposto sobre a venda de drogas, o governo poderia assim reaver o dinheiro perdido com as ações antidrogas ineficientes e acabar com a violência provocada pelo tráfico.