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    Segundo Iloma Szabé, especialista em segurança pública, "a guerra às drogas é uma guerra às pessoas", porque o sistema quer agir nas consequências do problema, como a Cracolândia, e não nas causas, que são todos os problemas iniciai que o indivíduo tem antes de se tornar usuário. Por isso, o combate às drogas no Brasil é falho porque faltam mudanças no tratamento perante o usuário. 
     No Brasil, o usuário é visto como marginal e não como doente, a sociedade não vê que ele é alguém que sofreu ou pode ter sofrido uma sequência de acontecimentos que o levaram até onde está. O caráter proibicionista da lei é outro agravante da dificuldade no combate às drogas, porque, se é algo proibido, não significa que as pessoas vão deixar de usar, e, além disso, fica mais difícil ter conhecimento de quem são as pessoas que compram e vendem e onde isso acontece. 
     Como consequência do esteriótipo que as pessoas julgam, há uma segregação social muito forte, os consumidores são vistos de forma muito distorcida pelas outras pessoas, porque podem não estar limpos ou bem vestidos. O combate às drogas é falho, sua venda proibida, usuários discriminados, esses fatores, juntos e cada vez mais significativos, fazem com que a violência cresça cada vez mais, e esta inclui furtos e roubos, morte de pessoas que nem sempre têm alguma relação direta com o crime. 
     Por isso, para que o combate se torne cada vez mais eficaz, é necessária a participação de todos, sendo usuários ou não, porque não há nenhuma maneira de impedir o uso das drogas, mas há como atenuar as consequências do uso, fazendo com que a venda seja feita por profissionais qualificados, capazes de reconhecer um usuário problemático e fornecer conselhos apropriados para os consumidores. Deve haver também palestras de educação e prevenção às drogas, promovidas por ONGs dentro de escolas infantis para que as crianças cresçam sabendo o que são as drogas e porque evitá-las em suas vidas.