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    Por volta de 1840, houve na China, a Guerra do Ópio, um conflito militar contra o tráfico de uma droga que, exportada da Grã-Betanha, vinha trazendo efeitos negativos, devido ao fato da população, uma vez viciada, perdia a força de trabalho e se tornavam moradores de rua, afetando a economia, a segurança e a saúde pública. Analogamente, a circulação das inúmeras drogas na sociedade moderna, vem sendo um desafio para a política antidrogas, no Brasil sua eficiência é questionável, tendo em vista a maneira violenta e paliativa na qual posta em prática. Em virtude de tais fatores, urge a necessidade de discussão acerca do assunto, para que possa se tratar o problema em todas as áreas da sociedade que ele afeta,  além de ações que possam cessar por completo esse mal. 
       A priori, segundo a  OMS (Organização Mundial de Saúde) as drogas se tornaram fator de risco a saúde pública através dos casos de overdose, abstinência e homicídios, além de acarretarem casos de roubo, depredação de patrimônio e levarem seus usuários à margem da sociedade. Nesse viés, é comprovado que as drogas atuam no sistema nervoso do indivíduo, os tornando predispostos a atos irracionais, assim, se corrobora a importância de tratar os dependentes químicos primeiramente de forma psíquica,  com profissionais adequados, ao invés de encarcera-los como é atualmente no Brasil.
         Outrossim, o narcotráfico, não se resume aos casos retratados na periferia ou ao quadro da cracolândia visto nos telejornais, a base do tráfico está em grandes esquemas milionários, como exposto pela série "Narcos" que fala sobre a vida e a trajetória da captura de Pablo Escobar, um dos maiores traficantes e exportadores de droga da América do Sul. Tendo em vista, nota-se que a erradicação desse mal não deve ser feita em foco de domínio das favelas, pois uma vez a origem do problema não aniquilada ele se restaura. Consoante a Tomas Hobbes, é dever do estado agir a favor do povo, e de seus governantes de pensarem pela nação, sendo assim, a busca pela melhoria nas ações contra as drogas notoriamente são necessárias e de dever daqueles responsáveis pela ordem no país.
           Portanto, torna-se imprescindível que o Governo Federal, adjunto ao SUS (Sistema Único de Saúde), promova a ampliação das clinicas de reabilitação de drogas, por meio de auxílio com psicólogos, psiquiatras e cursos artesanais e profissionalizantes, com o intuito de diminuir o número de dependentes de forma definitiva. Ademais, o Ministério de Segurança Pública, respaldado pela Polícia Federal, tem o dever de investir na área de investigação criminal de quadrilhas de droga qualificadas em fornecer as favelas, por meio de infiltração de agentes e aprimoramento do rastreio aéreo e marítimo no Brasil, para que desse modo possa exterminar a base do narcotráfico, moldando as políticas atuais.