A eficiência da política antidrogas brasileira

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    A guerra contra o tráfico de drogas tem se intensificado nos últimos anos. Um exemplo que comprova essa realidade é que um a cada três presos no país responde hoje por tráfico de drogas. Diante disso, tornam-se passíveis de discussão a eficácia da política antidrogas brasileira.
         A Lei de Drogas instituiu em 2006 uma política sobre as drogas, prevendo um sistema de orientação aos Estados e a integração de suas políticas públicas. A grande novidade trazida pela lei, foi distinguir a maneira de lidar com usuários e traficantes, com o intuito de diminuir os presos por causa das drogas. Porém, a legislação teve um efeito reverso, contribuiu para o aumento da população carcerária brasileira, nos últimos dez anos, que teve um crescimento de 168%. No mesmo período, a população brasileira cresceu cerca de 19%, segundo o IBGE.
          Por outro lado, o critério atual da Organização Mundial da Saúde considera droga qualquer substância capaz de modificar a função dos organismos vivos de forma fisiológica ou comportamental. Dessa perspectiva, o álcool e o tabaco são drogas como a maconha e a cocaína, porém essas são consideradas lícitas, mesmo tendo um número de mortes vinculadas muito maior que a maconha, por exemplo. Países como: o Uruguai tiveram uma queda nos crimes do narcotráfico depois da legalização da maconha, uma regulamentação do estado têm se mostrado mais eficiente que o combate.      
          Diante do exposto, cabe ao poder legislativo a flexibilidade quanto a Lei das Drogas. A legalização de algumas drogas não prejudiciais a saúde como a maconha, seguida por registro de usuários e licenças para criação de clubes de cultivo, foram algumas medidas adotadas por outros países que deram certo, e devem ser adotadas no Brasil. Assim pode-se construir um país com maior liberdade para os seus  cidadões.