A eficiência da política antidrogas brasileira

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    A Declaração Universal dos Direitos Humanos – promulgada em 1948 pela ONU – assegura a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Entretanto, o precário serviço de educação do Brasil e as deficiências no sistema de segurança pública vivenciada pelos cidadãos brasileiros impede que grande parcela da população usufrua desse direito internacional na prática. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias na política antidrogas do país.
      Conforme um dos mais estupendos pensadores contemporâneos, a leitura do mundo precede a leitura da palavra. Parafraseando Paulo Freire, pode-se dizer que é necessário entender primeiro a causa de um mal, e assim, cortá-lo pelas raízes, do que começar a podá-lo diretamente pelas arestas. De maneira análoga, uma das raízes da problemática em questão, está calcada em um falho sistema educacional. Isso se dá, pelo fato de que uma educação, quando não universalizada e efetiva, minimiza as chances de interação cultural e social, como por exemplo, a oportunidade de ingresso em uma faculdade. Logo, isso abre brecha para que as pessoas tenham, com maiores chances, contato com a realidade indesejável do mundo das drogas, e assim, desconstruindo a eficiência da política antidrogas.
      Outrossim, a lógica Aristotélica reza que a poética deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, a harmonia seja alcançada na sociedade. Sob tal conjuntura, é possível perceber que as deficiências no sistema de segurança brasileiro rompem com essa harmonia; uma vez que, embora esteja previsto na Constituição o princípio de punição, traficantes utilizam da corrupção da polícia para passar grandes quantidades de drogas para o Brasil, e infelizmente, isso acontece com frequência e sem nenhuma fiscalização assídua e compromissada. Destarte, com base nos argumentos supracitados, medidas fazem-se necessária para tornar mais eficiente a política antidrogas no Brasil.
       Nessa perspectiva, é imperativo ao Estado, na figura do Poder Legislativo, tabular leis que fiscalizem de forma mais severa, através de apreensões não passíveis de fiança, atos de corrupção como o das polícias de fronteiras, como fito de evitar que grande quantidade de drogas entre no país. Concomitantemente a isso, cabe ao Governo Federal criar programas educacionais multidisciplinares que se estendam a regiões mais pobres, e que fomentem o aprendizado de várias áreas do conhecimento, como a área tecnológica, a fim de distanciar os indivíduos do mundo das drogas. Ademais, se faz necessário que o MEC ( Ministério da Educação), junto ao Estado construam mais escolas para que a educação se efetive, e assim, possa arrancar de vez as raízes que prendem a eficiência da política antidrogas brasileira, ao envolvimento da sociedade com os entorpecentes.