A eficiência da política antidrogas brasileira

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    Seleção natural
        Em 2017, a novela "a força do querer" demonstrou as mazelas das drogas no Brasil. Tal acontecimento foge das produções cinematográficas e se instaura na realidade do país. A política antidrogas vigente é, sem dúvidas, ineficiente. Nesse contexto, o Estado e a sociedade atuam como potencializadores da problemática.
        Em primeira análise, pontua-se que o governo se empenha em promover ações de combate às drogas, todavia nenhuma consegue solucionar definitivamente. Prova disso, é o Programa Educacional de Resistência às Drogas(PROERD) que ministra aulas e palestras educacionais para crianças e adolescentes. Contudo, apenas ensinam que ela é ruim e errada e, no futuro, amigos e familiares contradizem essa premissa. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de jovens que utilizam narcóticos aumentou de 7% para 9% de 2012 até 2015.
      Ademais, a população induzem, indiretamente, o consumo de substâncias ilícitas. Por exemplo, pais incentivam que seus filhos frequentem baladas para provar sua masculinidade. Entretanto, ambientes como boates e festas circulam drogas psicotrópicas, cujo efeito no sistema nervoso se torna viciante. Conforme dito pelo filósofo Rousseau, "o homem nasce puro, mas a sociedade o corrompe", demonstrando que o círculo social pode ser prejudicial, quando presente pessoas de má-índole.
       É imprescindível, portanto, medidas que aumentem a eficiência das políticas antidrogas no Brasil. O PROERD deve ser mais realístico e trazer depoimentos de ex- usuários, que digam como foi a primeira experiência e, nesse momento, a polícia deve dizer não apenas que é necessário um não, mas como dizê-lo. Outrossim, a sociedade deve aderir o movimento antidrogas e ensinar a próxima geração qual caminho correto seguir, valorizando a seleção natural positiva da espécie, parafraseando o cientista Charles Darwin.