A eficiência da política antidrogas brasileira

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    A série "Narcos" aborda a vida de um dos maiores traficantes da América Latina: Pablo Escobar. A obra artística evidencia que o tráfico de drogas não é algo isolado, mas resultado de redes de relações globais, que envolvem indivíduos de diferentes posições econômicas e nacionalidades, que visam ao lucro. No Brasil, a realidade é semelhante as telas, sendo ainda mais agravada pela ineficiência das políticas públicas e pela postura comedida da sociedade. 
       É relevante abordar, primeiramente, que no Brasil há duas categorias de drogas: as lícitas e as ilícitas. Todavia, os motivos que classificam os narcóticos como legais ou ilegais não são totalmente esclarecedores, uma vez que, a maconha, por exemplo, é proibida, apesar da comunidade científica avaliar que os impactos sociais, psicológicos e orgânicos são menos prejudiciais quando comparado a outros entorpecentes permitidos por lei, como o álcool. Nesse sentido, um ponto a ser discutido é a forma como o Estado tem atuado no exercício fiscal. Por essa perspectiva, apesar de ser considerado crime a venda de bebida alcoólica para menores de idade no país, a Organização Mundial de Saúde apontou que o consumo da substância cresceu entre os adolescentes. Logo, nota-se que o país possui frágeis medidas de controle da comercialização das drogas.
         Além disso, vale ressaltar que a sociedade e o Estado devem estabelecer uma boa articulação, seja na penalização dos infratores, pelos agentes policiais, seja na colaboração dos brasileiros em denunciar e respeitar as determinações definidas pela legislação. Nesse cenário é importante salientar que a Lei Seca, que pune motoristas que dirigem em estado de embriaguez foi recentemente modificada pelo presidente Michael Temer, visto que, as medidas punitivas não estavam sendo suficientes para coibir a direção irresponsável. Todavia, ainda é possível consultar em mídias sociais, como o Twitter, usuários que revelam a localização de blitz da Lei Seca, o que por sua vez, viabiliza que os transgressores contornem a fiscalização. 
        Portanto, urge que o Estado por meio de envio de recursos à Polícia Federal promova uma força tarefa, que objetiva a fiscalização e prisão de comerciantes ou fornecedores que vendem bebida alcoólica ou outro tipo de drogas para menores; mapeamento de contas em redes sociais que prejudiquem as políticas de controle de condutores em estado de embriaguez e por fim, a intensificação de investigações e cumprimento da prisão de traficantes e de autoridades que favoreçam a venda de drogas ilícitas. Cabe também à Polícia Federal estabelecer um canal de comunicação mais viável com a população, como o uso de aplicativos, para que a mesma sinta-se confortável em denunciar irregularidades. Desse modo, ambas as Instituições poderão atuar no combate as drogas.