A eficiência da política antidrogas brasileira

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    Na guerra do Vietnã, ocorrida no século XX, muitos soldados faziam uso de substância químicas alegando adquirir resistência durante as batalhas. Séculos depois, embora com finalidade diferente, o uso de drogas no Brasil tem se intensificado e transformado em um problema de saúde pública, ora impulsionado por uma negligência educacional, ora pelo ineficiente programa de combate ao consumo de drogas.
            Em primeiro plano, é importante destacar que, o uso de entorpecentes é visto por muitos como um meio de alcançar autoafirmação, reconhecimento em algum grupo social, rebeldia ou até mesmo como válvula de escape para os problemas enfrentados. Contudo, esses indivíduos desconhecem os malefícios que tais substâncias causam: desestruturam famílias, relações sociais e diminuem a longevidade de vida de muitos brasileiros pelo fato de serem causadores de inúmeros problemas de saúde, dentre eles a insuficiência renal - devido as toxinas acumuladas no fígado, sobrecarregando os rins que deixa de filtrar o sangue corretamente. A ausência de  conhecimento sobre essas informações corrobora para a permanência do problema no Brasil.
           Ademais, a Lei de Drogas de 2006 é insuficiente para combater o problema, pois muitos usuários são tratados como delinquentes que recebem repressão social quando na verdade são vítimas que necessitam de ajuda médica. Outrossim, o ideal de desigualdade social no país é confirmado, haja vista que pessoas pertencentes a classes social abastada são tratadas como usuárias e escapam das punições previstas ao tráfico de entorpecentes, porém, indivíduos pertencente à  comunidades  periféricas são tratados como marginais e traficantes recebendo inversa punição.
           Logo, urge que medidas sejam tomadas a fim de resolver o problema. Considerando a escola como um dos principais agentes de formação social, compete ao Ministério da Educação através de oficinas, palestras elucidativas e debates informar sobre os malefícios físicos e psicológicos do uso de entorpecentes com o fito de desencorajar o ingresso nessa decadente realidade. Além disso, o Poder  Público deve investir em práticas esportivas nas comunidades periféricas com o objetivo de afastar os jovens do mundo das drogas. Além disso, é de grande importância o investimento em tratamento médico gratuito aos usuários de drogas com a finalidade de garantir a reintegração social. Dessa forma, poder-se-á mitigar o consumo desenfreado de drogas no  Brasil e garantir a harmonia social.