A eficiência da política antidrogas brasileira

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    Na historia contemporânea, diversos países aderiram ao forte combate às drogas. No século XX,  por exemplo, os Estados Unidos da América instituiu a lei que proibia a bebida alcoólica no território americano, contudo, o resultado dessa política teve efeito contrário e aumentou o consumo das bebidas. Hoje, nesse contexto, a situação brasileira assemelhasse a norte-americana quanto a eficiência da política antidrogas, uma vez que, apesar da tentativa, as drogas mostram-se presentes de maneira significativa na sociedade canarinha. É fulcral, desse modo, analisar os aspectos educacionais e estruturais referentes à problemática para atenuá-la.
          A priori, convém que a fraca preocupação em políticas preventivas antidroga colaboram para tornar os resultados positivos quase ínfimos. Nesse prisma, é nevrálgico apontar que a política antidrogas é quase inexistente no âmbito escolar não fosse o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD), isto é, a situação brasileira carece de instrução na formação socioeducacional sobre os malefícios oriundos da droga. Evidência do quão importante é a educação para a eficácia da política é a teoria praxeológica do austríaco Ludwig Von Mises de que a ação humana é a resposta do ser aos estímulos e ao meio, isto é, a educação sobre drogas serviria para incentivar a população a repudiar a droga. Entende-se, portanto, que é mister a fortificação de políticas públicas de prevenção.
          Outrossim, em segunda análise, infere-se que a situação revela-se ineficiente devida à falta de políticas em conjunto dos países latino-americanos no combate às drogas. Isto é, a droga que aqui no Brasil se encontra é oriunda, na maior parte, de outros países, então, de nada adianta combater o tráfico regional se o grande problema se encontra nas fronteiras - a exemplo da Colômbia que foi e ainda é um dos grandes exportadores de cocaína. Tal conjuntura, portanto, evidencia as teses da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU de que é necessário para efetivar as políticas firmadas a atuação multilateral dos países.
          Compreende-se, pois, a imprescindibilidade da política preventiva e de combate transfronteiriço às drogas. Dessarte, urge que o Ministério da Educação, com apoio do Ministério da Justiça, elabore uma ampliação do PROERD, por meio da extensão do programa para todo ensino fundamental e médio  com aulas mensais de policiais ou psicólogos especializados no assunto, para que a prevenção seja efetivada. Ademais, é primordial que o Ministério da Defesa, com apoio dos órgãos internacionais, monte uma comissão de combate ao narcotráfico latino-americano, por intermédio de um centro integrado de polícia que trabalhe no combate específico à droga fronteiriça, com o intuito de tornar eficaz o combate à droga. Com isso, o Brasil tornar-se-á protagonizante de uma política antidroga ativa.