A eficiência da política antidrogas brasileira

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    A guerra contra as drogas foi declarada pelo presidente Richard Nixon no ano de 1962, após a convenção da ONU, tomou proporções globais. Contudo, observa-se que o Brasil não conseguiu se livrar desse problema exposto por Nixon, uma vez que a ineficácia da política antidrogas brasileira é uma realidade no cenário atual. Logo, a fim de compreender o problema e alcançar melhorias, é válido analisar como o tratamento desigual e a ausência de junção nacional influenciam nessa problemática.
          Em primeiro lugar, vale ressaltar que a ineficiência da política de drogas no Brasil representa um entrave para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa. Isso ocorre, visto que a extrema repressão é direcionada aos usuários de drogas e pequenos traficantes, principalmente, moradores de periferias, devido ao preconceito social enraizado. Assim, os principais e importantes agentes de captação e repasse de drogas ficam impunes no cenário brasileiro. Para ilustrar, em 2013, o helicóptero do deputado estadual de Minas Gerais, Gustavo Perrela, foi apreendido com 450 quilos de cocaína, porém não houve prisões. Desse modo, há uma contradição com a frase de Aristóteles, "A base da sociedade é a justiça'', posto que a classe social do indivíduo é determinante na hora de condená-lo por um crime.
          Ainda nessa questão, é fundamental pontuar que a falta de integração das políticas públicas é um obstáculo para a resolução do problema. Tal circunstância acontece, devido a desarticulação das poucas medidas existentes, pois ações isoladas não atingem o objetivo final, seja na prevenção e tratamento, seja o controle da oferta. Consequentemente, a carência de uma união com áreas da educação e um programa regular de prevenção às drogas nas escolas, além de uma maior articulação entre os Centros de Atenção Psicossociais (CAPS), contribuiu para a ineficácia das políticas antidrogas. Dessa forma, nota-se que a permanência dessa condição é produto de uma gestão despreparada e omissa frente às necessidades do corpo social.
          Tornam-se evidentes, portanto, os elementos que influenciam para o atual cenário negativo do país. Nesse sentido, a Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (SENAD), cabe criar um diagnóstico da situação atual, formulada por especialistas, que avaliem o que está acontecendo em cada local (Município, estado e região), por meio do Sistema Nacional de Políticas Públicas Sobre Drogas (SISNAD), e articular, integrar e coordenar as políticas de prevenção e tratamento, com intuito de melhorar a questão das drogas no Brasil. Por fim, o Poder Judiciário em conjunto com a polícia Federal, devem investigar, prender e aplicar penas igualitárias a todos os cidadãos que cometam o mesmo delito, a fim de construir uma sociedade mais justa e diminuir o repasse de drogas em todos os setores.