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    A política antidroga brasileira é utópica. Nas melhores das hipóteses, considerando a atual situação, o Estado, por meio da força policial, prenderá o último traficante e assim toda a sociedade estará livre das drogas. Mesmo se isso realmente acontecesse, a história prova que outro grupo tomaria conta do comércio, a única alternativa, portanto, é a legalização adjunta a criação de projetos para a reabilitação de usuários.       Em contraste com o plano utópico antidrogas, na China, em 1949, após Mao Tsé-Tung tomar o poder, ele utilizou o ópio para escravizar as regiões anticomunistas, o que muitos não sabem é que só foi possível a realização de seu plano por conta do proibicionismo, Mao nacionalizou todo mercado do ópio e proibiu todo comércio privado de ópio ou qualquer outro narcótico, ou seja, forçou os usuários a consumirem o ópio aditivado para ai sim controlar e escravizar as regiões, logo sempre haverá alguém para ser o narcotraficante, podendo ser justamente aquele que o criminaliza.       Como resultado da legalização das drogas, o estado do Colorado, nos EUA, teve a diminuição nos seus índices de homicídios em 12.5%, e só 9 meses após a liberação o mercado movimentou cerca de US$67 milhões.       Sem dúvida, a liberação deveria ser acompanhada de programas de reabilitação, para usuários que queiram interromper o consumo, ao invés da verba investida no combate ao tráfico, o Estado deveria utiliza-la para a criação e fortificação de projetos sociais que busquem a recuperação e o cuidado de dependentes, os recursos adquiridos, proveniente da legalização, poderiam também integrar o orçamento de projetos que idealizem companhas de conscientização. 
           Em suma, o combate as drogas é a pior maneira de gastar recursos públicos, e é também uma forma pouco inteligente de lidar um mercado com tantos clientes, portanto, a legalização se mostra, no mínimo, economicamente viável.