A eficiência da política antidrogas brasileira

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    Indubitavelmente, o Brasil, apesar de possuir políticas anti-drogas, ainda sofre com os problemas causados por essas. Enquanto os chineses do século XIX tornaram-se dependentes do ópio inglês pela inabilidade do governo em alertar a população sobre os riscos de usá-lo e em proibir esse comércio, no Brasil a situação é distinta. Há ações governamentais, porém que precisam ser mais eficazes para combater problemas que circundam as drogas, como a dependência e o tráfico. 
     O pensamento do filósofo Habermas diz que o diálogo é grande solucionador de problemas sociais. Nesse sentido, ações que afastem a juventude da dependência deveriam ser amplamente realizadas nas salas de aula, visto que são espaços de construção do saber. No entanto, isso não ocorre, pois, segundo o Ministério da Educação, em apenas 60% das escolas do país há programas de combate às drogas. Os prejuízos são enormes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o consumo de entorpecentes amplia os índices de males respiratórios e cardíacos. Assim, mais programas educacionais refletiriam na diminuição desses índices.
     Outrossim, problemas nas divisas nacionais reduzem a eficácia da política anti-drogas. Isso porque, consoante a Polícia Federal, em 2017 mais de 38.000 prisões por tráfico de alucinógenos efetuaram-se nas fronteiras. Todavia, criminosos ainda conseguem traficar no país, pois grande parte das fronteiras é pouco vigiada. Logo, o aporte de drogas, prejudiciais a tantas pessoas, diminuiria caso as fronteiras fossem mais seguras. 
     Em suma, garantir maior eficácia da política anti-drogas é crucial. Em primeiro lugar, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com escolas, realizar palestras para pais e alunos acerca dos malefícios do consumo de narcóticos e da importância de combater seu uso, para que os índices de dependência caiam. Ademais, a Polícia Federal deve aumentar a vigilância fronteiriça mediante contratação de mais ­­­­­agentes, a fim de que se reduza o tráfico de drogas. Desse modo, o Brasil não mais passará pela situação da China do século XIX e a população se afastará do uso de entorpecentes.