A eficiência da política antidrogas brasileira

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    O uso de drogas é datado desde a Antiguidade, a qual era usada em rituais indígenas e, as alucinações provenientes do consumo, eram associadas à divindades. Todavia, hodiernamente o consumo ultrapassa religiosidade e se tornou um vício para muitos brasileiros, e por suas consequências negativas à saúde humana, vê-se necessária uma real eficiência da política antidrogas brasileira. 
     Segundo pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, 5,6 milhões de adultos e 442 mil menores entre 14 e 17 anos, afirmaram terem consumido cocaína, nas formas de crack, merla e óxi. Destarte, o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da pesquisa afirmou: "Nosso estudo mostrou que o país é o segundo maior mercado de cocaína e seus derivados no mundo. O número absoluto de usuários no Brasil representa 20% do consumo mundial”. Tais dados denotam que, realmente, a política antidrogas não tem resultados, já que se percebe a distribuição da mesma pelo país muito acessível.
      Ademais, o escritor Lima Barreto em um de seus livros, faz alusão às drogas, na qual afirma serem eram usadas como uma válvula de escape do vivente de periferias, para uma fuga da realidade, de um país negligente à sua situação de miséria. Fora das páginas, isso é justamente uma das causas da facilidade de acesso a esses entorpecentes, distribuídos e consumidos entre as inúmeras favelas do país (muitas vezes por crianças e adolescentes que veem nisso uma forma rápida de ajudar sua família a sair da pobreza), para também serem vendidos para o restante da população. Vale ressaltar, ainda, em consonância com a frase “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, de Paulo Freire, que a precária educação brasileira é uma das causas da entrada desses jovens, que na maioria das vezes, nem possuem acesso à tal. 
      Portanto, em vista dos fatos elencados, precisa-se de ações para reverter essa situação no país. O governo deve atuar aliado a deputados e senadores, para executar um projeto de lei que aumente a fiscalização em locais de chegada e saída de pessoas e mercadorias, como portos e aeroportos, pois, por esses meios chega às drogas e também nas casas noturnas e bares, onde é vendida. Outrossim, criar políticas de inclusão social à escola, fardamento e transporte, para assim crianças e adolescentes não serem obrigadas a entrar no mundo das drogas, e saberem que conseguirão ajudar suas famílias através da educação. Dessa forma a política antidrogas faria efeitos no Brasil.