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    No século XXI, diversos artistas brasileiros fizeram uso de drogas, os quais alguns chegaram ao falecimento, como no caso do cantor Charlie Brown Jr. Esse fato demonstra que a questão da eficiência da política antidrogas no Brasil é uma preocupação que atinge a população brasileira no geral, independentemente das condições socioeconômicas. Além disso, o tema das drogas possui um grande foco na questão criminal, de modo a negligenciar o fato de também ser um problema de saúde pública.
          Hodiernamente, a política antidrogas brasileira se espelha em um método arcaico e falho, no que diz respeito a diminuição do consumo de drogas. Semelhante ao caso da lei seca instaurada nos Estados Unidos no ano de 1920, a qual apenas aumentou a violência e o contrabando no país, a proibição é uma maneira falha de se resolver o problema. Países como Holanda e Canadá liberaram o uso de maconha para fins recreativos e obtiveram uma baixa no número de usuários, além de diminuir consideravelmente a violência, fruto do tráfico. Esse fato mostra que a questão das drogas não é necessariamente um problema criminal, e sim uma questão de saúde pública, pois o dependente não se importará com as consequências. Devido a essa repressão, a questão das drogas é pouco discutida nas escolas e faculdades, onde se concentram o público jovem, os quais são os maiores consumidores no país.
          Ademais, os usuários de drogas são marginalizados na sociedade, visto que, a maioria deles são moradores de favelas e pessoas de baixa renda. Entretanto, boa parte dos usuários são de classe média alta, o que demonstra que esse problema não possui um viés econômico nem social, de modo a afetar a população no geral. Desse modo, destaca-se outro problema da justiça no combate as drogas: a falta de imparcialidade. O preconceito existente com a população que mora em periferias é evidente, de modo a ser confundidos com traficantes, quando na realidade, muitas vezes, o traficante é o morador do condomínio, o qual nunca é revistado.
          Diante os argumentos apresentados e em congruência com o pensamento do filósofo e matemático Pitágoras "eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens", o Ministério da Educação deve implantar nas escolas, regularmente através de palestras, aulas e cartões informativos, acerca das drogas e seus problemas, para crianças e adolescentes, a fim alterar o temor das punições criminais para o temor aos danos causados na saúde. Outrossim, é necessário que o Ministério da Saúde trabalhe em conjunto com o Ministério da Justiça no combate as drogas, pois é um problema que afeta as duas áreas e a recuperação é tão importante quanto a prevenção. Desse modo, pode-se reduzir esse problema atual no Brasil.