A eficiência da política antidrogas brasileira

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    A partir de meados do século passado, o combate ao tráfico de drogas ilegais é u tema de central importância para a sociedade e para os agentes políticos de boa parte do globo. Apesar dessa luta ter sido vencida em alguns países, no Brasil ela ainda é causa para muita dor de cabeça. Isso se dá por conta de uma polícia que é mais letal do que racional e que é ineficiente no combate efetivo desse crime.
          O verdadeiro fim de uma boa política antidrogas é o bem estar da sociedade, trata-se de exercício virtuoso da política, nos moldes do pensamento aristotélico. Contrariamente, o combate às drogas no Brasil tem produzido um grande mal estar, fruto de uma polícia que prioriza a repressão e contribui para perpetuar uma dinâmica de guerra nos centros urbanos. Somada à essa letalidade, verifica-se uma desorganização e ineficiência quanto à execução de um plano que realmente alcance as artérias do tráfico. O que se vê, ao contrário, são operações que atacam o crime de maneira superficial e inefetiva.
    
          Além dos problemas já mencionados, temos a falta de polícias especializadas e treinadas para o enfrentamento desses criminosos e para o patrulhamento das fronteiras. Sem um tratamento diferenciado, o combate ao tráfico perde pela ineficiência, um exemplo é a dificuldade de se estabelecer diferenças entre traficantes e usuários, o que contribui para um encarceramento excessivo, além de empregar esforços de maneira ineficiente. 
    
          Pelo exposto, percebe-se que a nossa política antidrogas se beneficiaria de algumas mudanças. Assim, devemos combater estrategicamente o tráfico, atingindo especificamente os principais chefes do crime, por meio da criação de uma agência de inteligência especializada e de polícias especializadas e com treinamento específico para o enfrentamento dos criminosos e patrulhamento das fronteiras. Por meio dessas medidas podemos vislumbrar um futuro em que a guerra às drogas não passa de páginas nos livros de história.