A eficiência da política antidrogas brasileira

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    O consumo de substâncias neuroestimulantes está presente na sociedade desde os tempos antigos.No decorrer das eras, novos estigmas e preconceitos foram construídos sob usuários e determinadas drogas.Ao se deparar com problemas sociais causados pelo uso de drogas a sociedade moderna buscou tratar de um problema complexo de maneira simplista.Foi dessa maneira que nasceram nos países políticas antidrogas ineficientes e problemáticas como é o caso da política brasileira.                      Primeiramente, é válido observar que desde 2017, a Organização Mundial da Saúde apela para que os países deixem de tratar a questão das drogas com medidas penais e passem a considerar como um problema de saúde pública. Entretanto, a política criminal antidrogas brasileira anda na contramão, infelizmente, tal política dilata problemas sociais já existentes no Brasil. Desse modo, não é raro se deparar com prisões superlotadas de usuários de drogas e aglomerados de dependentes químicos em situação de rua como é o caso da conhecida Cracolândia no centro de São Paulo.
          Além das problemáticas sociais, a legislação de drogas no Brasil impede a eficiência da política antidrogas.O fato de não existir certo valor-em gramas- que distingue um traficante de um usuário deixa à mercê dos policiais o destino do indivíduo abordado.A partir daí o problema só é transferido para outras instâncias (das ruas para os tribunais, em seguida para as prisões e novamente para as ruas) e nesse circulo vicioso os indivíduos saem em situação pior do que quando entraram.
         Destarte, observa-se que a política antidrogas brasileira se mostra ineficiente e  obsoleta. Sendo assim, é necessário que o poder legislativo reestruture as leis sobre drogas buscando descriminalizar tanto os usuários como também as drogas, visando melhorar o controle do estado sobre a produção, quantidade e qualidade de tais substâncias. Consequentemente, o Ministério da Saúde poderá oferecer  melhor tratamento e apoio aos dependentes químicos, instituindo uma política antidrogas humana, solidária e empática.