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    Segundo a Organização Mundial da Saúde, droga significa “qualquer substância que, introduzida no organismo, interfere no seu funcionamento”. Nesse aspecto, as consideradas ilícitas, como cocaína e crack, representam um perigo a saúde humana, pois provocam graves alterações no sistema nervoso do usuário, que levam a dependência e a morte. Observa-se, então, a necessidade de uma política antidrogas efetiva, que, no Brasil, tem sido ineficaz não só pela forma como é abordada, mas também pelas soluções imediatistas propostas. 
          Em 2017, João Dória, prefeito de São Paulo, iniciou uma ação conjunta com a Polícia Militar, cujo objetivo era retirar e internar à força a população que residia na Cracolândia, região de intenso uso de narcóticos no centro da cidade. Sua atitude foi repudiada com veemência, tanto pela população quanto pelos conselhos regionais e federais de psicologia. A violência utilizada exemplifica como o obstáculo é abordado erroneamente no país, uma vez que as necessidades de dependentes químicos são: apoio psicológico, hospitalar, internação apenas em casos específicos, meios de abandonar o vício, inclusão e reinserção social. 
          A legalização de psicotrópicos ilegais não garante a pesquisa e combate do crime organizado, ou seja, não resolveria o problema em sua essência: o narcotráfico. A exemplo disso, no Uruguai, a maconha foi legalizada em 2014 e essa política pública foi insuficiente para acabar com o tráfico de entorpecentes, porque o consumo de outros, como a cocaína, ainda é frequente. Ademais, dados de órgãos governamentais criados para fiscalizar as consequências da estatização da droga, relataram que o índice de violência aumentou 66% desde o ocorrido. 
          Portanto, as abordagens recentes desse problema social não têm gerado resultados construtivos. Como forma de garantir uma política antidrogas efetiva, o Ministério da Saúde, em parceria com grandes hospitais públicos e particulares, deve garantir políticas públicas de auxílio aos dependentes, colocando profissionais qualificados que saibam adequar um tratamento correto a eles, e o Estado deve garantir sua reinserção social, com emprego e moradia. Em contrapartida, o Ministério Público deve investir na inteligência policial, com uma infraestrutura adequada, que contemple o acesso à novas tecnologias e uma equipe multidisciplinar capacitada para o combate à cartéis de substâncias químicas ilícitas.