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    O desafio de lidar com a questão do preconceito linguístico, no Brasil, ocorre devido a marginalização que alguns falantes, principalmente os que utilizam a variante popular, sofrem. Nesse sentido, os índices de discriminação acerca da língua falada crescem cada vez mais. No século XXI, esse é o estigma que o país foi convidado a combater.                                Dentre as inúmeras razões para o cerne dessee problema, figuram em destaque duas. Inicialmente, nota-se que apesar da Constituição Federal de 1988 assegurar o direito à educação, muitas crianças ainda vivem fora do ambiente escolar. Isso acarreta formação de um adulto que fala a linguagem que está acostumado a ouvir. Em contrapartida, as classes mais abastadas tendem ensinar aos seus filhos o que está "certo" e "errado" dentro da linguagem informal. Dessa forma, a inter-relação que a língua tem com o capitalismo fica explícita, uma vez que, dominando melhor a fala, a pessoa terá mais chances no mercado de trabalho.                                  Há de se saber, ainda, que o Brasil é um país multicultural, assim, existe uma infinidade de variantes populares que enriquecem o conhecimento. Contudo, essas são as que mais sofrem preconceito. Sob essa conjuntura, apesar de a primeira geração modernista utilizar a poesia para valorizar a linguagem coloquial, com autores como Oswald de Andrade e Manuel Bandeira, ainda vivemos em um cenário pouco inclusivo para os que utilizam tal linguaguem.                                                                        Convém, portanto, que a escola, como formadora cívica, debata sobre outras variantes culturais a fim de combater o preconceito linguístico, além de ensinar os alunos a adaptarem sua linguagem. Ademais, a mídia deve utilizar seu poder persuasivo para desconstruir a intolerância linguística, investindo em campanhas de conscientização à população. Desse modo, os ensinamentos do Modernismo não se limitariam à literatura e seriam exercidos em âmbito social.