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    É diária a guerra no Brasil contra o tráfico de drogas. Seja diante da violência nas cidades e periferias ou mesmo nas perseguições aos traficantes e usuários de droga, é fato que o sistema de narcotráfico, atualmente, tornou-se um organismo independente dos poderes públicos brasileiros. As leis existem e as penalizações estão previstas desde a Constituição de 1988, entretanto, o maior obstáculo são os agentes públicos mal preparados e mal assistenciados. 
        Desde a década de 60, com os movimentos juvenis contrários ao governo vigente, a mídia construiu a marginalização do usuário de drogas. No Brasil, o tráfico foi associado as favelas e periferias e, por isso, são nessas localidades que ocorrem os abusos de poder e mortes de inocentes, muitas vezes causados pela falta de preparação da polícia civil e militar. A mídia acaba encobrindo muitos desses casos, como por exemplo, o desaparecimento de Amarildo no ano de 2013. 
        Esse cenário trás à tona questões acerca da real atuação das políticas antidrogas e suas falhas na sociedade brasileira. O ideal é que haja abrangência em diversas áreas e assuntos, como saúde pública e o direito individual à segurança e a garantia de integridade. Um regime de penalizações, que trata a violência com mais violência não vai ser eficiente. É necessário medidas alternativas, que acompanhem de forma paralela a sociedade civil e os detentos. 
      Portanto, cabe ao governo o papel de administrar tais questões essenciais para a efetivação do combate à comercialização e consumo de drogas. Ações como agilização dos processos judiciais, acompanhamento psicológico dos envolvidos e, ainda, a garantia da integridade moral do sistema político anti-drogas, devem ser os primeiros passos. A partir disso, o Brasil começará a combater a problemática mais urgente e prejudicial na atualidade, que são as drogas.