A eficiência da política antidrogas brasileira

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    Muito se discute atualmente, o quão eficiente é o combate as drogas no Brasil. Desse modo, percebe - se que mesmo com avanços no tratamentos não só no meio penal, mas também pelo meio clínico e preventivo, com a política antidrogas, o país ainda enfrenta grandes barreiras e que não devem ser negligenciadas, como os enormes gastos no combate ostensivo contra a venda e o uso de drogas, e a precariedade dos tratamentos de dependentes
      Em primeira análise, cabe pontuar que desde o início do século 20, a política antidrogas no Brasil e no mundo seguiu a proibição e erradicação da produção, venda ou porte de drogas ilegais através do combate ostensivo. Influênciados pelo Estados Unidos e por seus acontecimentos da época, como a lei seca de 1914 e a guerra as drogas anunciada na década de 70, os resultados foram mínimos e os gastos absurdos. Hoje no Brasil, o foco da guerra é no tráfico de drogas e não no consumidor, entretanto o número de pessoas presas por esse crime quadruplicou na ultima década chegando a ser mais de 25 % dos pressos no Brasil e os gasto com o combate armado chegam aos bilhões. Portando fica claro que o modelo proibicionista décadas depois não é a melhor forma de acabar com a guerra aos entorpecentes.
       Ademais convém frisar que hoje o país começa olhar a dependência química como caso de saúde, e dispositivos de tratamento e serviços, como o CAPS AD - Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas  já são usados pelo estado para realizar o acompanhamento clinico e reinserção social. Entretanto esse tipo de tratamento não consegue suprir a grande demanda de dependentes e o despreparo por parte do estado ainda é decorrente, com a falta de novas formas de tratamentos e pesquisas que possam auxiliar os profissionais da área da saúde a lidar com os usuários. 
      Portanto, medidas são necessárias para atenuar a problemática. É imprescindível  que o combate as drogas seja mais eficaz e com menos gastos. Para que isso ocorra, deve se criar uma nova politica anti drogas, por parte de um conselho nacional, com integrantes do ministério da saúde, segurança e justiça, que permita a descriminação e a legalização de certas substancias, podendo ser comercializadas a pequenas doses, contendo em suas embalagens alertas sobre o uso, em um local restrito por zoneamento, longe de escolas,  para clientes  maiores de idade, não alterados e registrados no sistema da loja. Tirando do tráfico um grande alicerce que é a produção e a venda de certas substancias. Além disso, é essencial que o combate e o tratamento contra as drogas devam ter uma base cientifica bem elabadorada e eficiente. Para que isso ocorra, o estado deve incentivar novas pesquisas cientificas nas áreas da psicologia e da medicina, através das universidades públicas e privadas, para que possam melhorar o trabalho dos profissionais e criar novos modelos de tratamento a fim de suprir a demanda.