A eficiência da política antidrogas brasileira

Envie sua redação para correção
    O consumo de drogas, indubitavelmente, seja ela ilícita ou lícita, é responsável por prejudicar a vida de muitas pessoas. Dessa forma, em um primeiro momento, a vítima usa-a como forma de experimentação, como ocorre com a maconha, e isso acaba sendo o ponto inicial para o consumo de outras drogas, que podem tornar o consumidor um dependente químico e, posteriormente, um traficante. Assim, em vista dos efeitos negativos, os poderes Executivo, Judiciário e Legislativo se unem para combater tal problemática. No entanto, há desafios que precisam ser combatidos: a supervalorização do encarceramento em detrimento de políticas públicas de reinserção e recuperação, bem como a negligência estatal para com lugares de extremo consumo de drogas.
          Em primeiro lugar, é um equívoco combater essa temática valorizando, principalmente, a prisão de traficantes. Isso se explica, pois as condições carcerárias brasileiras são péssimas e, dificilmente, dispõem de programas de recuperação e reinserção social, o que faz com que as vítimas se tornem mais agressivas e, inclusive, colaboram para o surgimento de trafico dentro da própria prisão. Para exemplificar, são comuns notícias informarem sobre casos de pessoas que, mesmo após serem libertas da cadeia, voltam a cometer o crime. Consequentemente, muitos indivíduos passam a apresentar problemas de saúde e emocionais, além de que há, em inúmeras situações, o afastamento das vítimas às suas famílias, tendo, então, suas vidas arruinadas.
          Outrossim, faltam direcionamentos públicos para áreas que, geralmente, apresentam grande fluxo de drogas, como ocorre em favelas. Nesse sentido, o Governo Federal pouco se esforça para recuperar esses locais, que são extremamente carentes e necessitam de estímulos, já que o acesso à educação é prejudicado, além de que, frequentemente, o ambiente social não contribui para que o que é ensinado nos colégios tenha aplicação. Desse modo, são comuns crianças consumirem substâncias entorpecentes. Por conseguinte, o futuro delas torna-se duvidoso, podendo, não só representar um risco para sociedade, mas impedir a construção de uma vida saudável, digna e livre de vícios.
          Fica evidente, portanto, que medidas devem ser tomada para combater esse male que assola a sociedade brasileira. Para isso, o Governo Federal em parceira com ONGs devem estimular programas  e ações que tenham como objetivo a reabilitação tanto de consumidores como de traficantes, mostrando-lhes os efeitos das drogas, bem como o impacto social que isso causa na vida de muitas pessoas. Ademais, o primeiro deve aumentar a fiscalização nas penitenciárias e em favelas, por exemplo, a fim de evitar ações ilegais. Por fim, o MEC deve intensificar o debate a respeito das causas e efeitos do consumo de drogas nas escolas, com análise em questões biológicas e emocionais.