A eficiência da política antidrogas brasileira

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    Ao longo do processo de formação de formação do Estado brasileiro, do século XVI ao XXI, setores sociais foram segregados.Nesse ínterim,observa-se que as consequências negativas da política antidrogas brasileira, estão relacionados a fatores de ordem política e social, visto que a maioria das vítimas fazem parte fazem parte da trilogia da opressão secular:pobres,negros e com baixa escolaridade.Com isso,surge a problemática da falta de engajamento da própria sociedade e de ações que sejam de fato executadas pelo estado.
      É indubitável que a ineficiência de políticas públicas esteja entre as causas do problema.De acordo com Sartre,a violência, seja qual for a forma como ela se manifesta é sempre uma derrota. Dessa maneira, observa-se que a falta de projetos educativos para a reeducação e tratamento dos dependentes químicos, fere os princípios de liberdade e igualdade vigentes na Constituição Federal de 1988. Nesse âmbito, percebe-se que os indivíduos vítimas das desigualdades sociais e que vivem em locais desfavorecidos de qualidade de vida, como as favelas, tendem a ser encarceradas pelo tráfico de drogas, são considerados marginais, o que aumenta os índices de reincidência.
       Outrossim, destaca-se a negligência por parte do Estado no tocante a medidas preventivas, que visem orientar os cidadãos sobre os danos causados pelo uso excessivo de drogas. Nesse contexto, percebe-se que a falta de perspectiva e apoio social para com os jovens mais vulneráveis, que fazem parte da trilogia, faz com que estes adentrem no mundo do tráfico, como uma forma de sobrevivência. Além disso, a sociedade criminaliza-os por estarem na condição de subalternos, segregando-os da vivência social. Essa é a opressão simbólica da qual trata Bourdieu ao afirmar que, a violência não consiste somente no embate físico, mas sobretudo na violação aos Direitos Humanos.
       Entende-se, portanto, que as ações da política antidrogas brasileira precisam ser reformuladas. A priori, cabe ao Governo Federal em união com estados e municípios, para que haja mais investimentos no Ministério da Educação e Cultura, fiscalizando-os, de forma que haja educação de qualidade para todos que vivem em ambientes de menor poder aquisitivo, além de criar um plano de emprego que contemple a todos sem distinção de classe social. A posteriori, é papel do Estado implantar um plano de monitoramento dos indivíduos que foram indiciados pelo tráfico de drogas, para que estes voltem a exercer suas funções na sociedade e sejam vigiados quanto as suas ações. É essencial que a sociedade junto com as ONGs(Organização Não Governamental), apoiem esses indivíduos, oferecendo emprego e orientando-os a viver em sociedade.Como dizia Mahatma Gandhi, a tolerância é o mais alto grau da força. Dessa forma, esse fato social será gradativamente minimizado no país.