A eficiência da política antidrogas brasileira

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    Leis direcionadas ao financiamento do tráfico
         As políticas públicas no combate ao tráfico de drogas estão em curso desde a promulgação da lei 6.368/1976 que tipificou as figuras do traficante e do usuário de drogas. A sociedade luta a pelo menos 40 anos para se defender da alta violência que acompanha o tráfico. Inclusive, recentemente um decreto presidencial posicionou as Forças Armadas nas favelas do Rio de Janeiro para tentar conter a violência dos traficantes. Qual a solução para uma crise que está longe de um fim?
        As leis são o fator primordial no combate ao tráfico, mas para isso devem ser melhor direcionadas, pois o excesso cria meandros jurídicos que facilitam o acusado de escapar da punição. O foco deve ser o lado econômico do crime, leis que rastreiem e confisquem o montante financeiro da organização criminosa. Os "Barões" do crime possuem casa, carros e aviões, tudo circulando normalmente, será que mais alguém tem interesse na liberdade deles? Torcemos para que não.
            É inadmissível que o exército brasileiro não seja capaz de fiscalizar as fronteiras e impedir a entrada de drogas porque a mobilização do exército para o RJ aconteceu inesperadamente e com velocidade impressionante. Então, com um pouco mais de força de vontade do Executivo é possível agir nas fronteiras com maior qualidade. Evitando que a população sofra com atitudes populistas, só interessam para impactar na mídia, pois são medidas confusas e com solução de curto prazo.
          Os pequenos traficantes e os usuários têm a parcela de culpa, claro, mas a solução passa pela criação de leis que bloqueiem economicamente toda a cadeia de comando do crime. Porque não é possível que mesmo encarcerado o traficante Marcola comande a organização. Portanto, prender não está justificando a intencionalidade da lei que é diminuir o crime.