A eficiência da política antidrogas brasileira

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    Seja com as políticas do ex-presidente americano, George W.Bush, ou com as extremas iniciativas do atual líder das Filipinas, o problema das drogas não parece ter solução. No Brasil, apesar da existência de leis rigorosas, o tráfico se expande junto com o número de viciados. Nesse contexto, é importante destacar os impactos da falta de assistência e regulamentação para que uma solução seja encontrada.
          Primeiramente, é notável que a problemática das drogas é acentuada com o controle que o traficante tem sobre o dependente. Isso ocorre, sobretudo, pelo vácuo que o Estado deixa nas áreas mais pobres. Ao abandonar o contrato social, definido por Thomas Hobbes na obra Leviatã, o poder público torna o caminho livre para os aliciadores do crime. Nesse cenário, até mesmo o usuário recuperado por tratamentos médicos, ao retornar para a sua comunidade, sucumbirá à ilicitude graças à falta de alternativa.
           Atrelada a esse desamparo, a inexistência do controle legal sobre certas drogas piora a situação. Hoje, é praticamente um consenso internacional que, contra o narcotráfico, o mero embate armado não produz resultados. Dessa forma, tanto na América do Sul, com o Uruguai, como na Europa e nos Estados Unidos, a transferência do monopólio de entorpecentes para as mãos do Estado tem sido a opção escolhida. No Brasil, porém, esse mercado continua sob a administração do crime organizado. Consequentemente, o lucro obtido através dele é convertido em problemas de segurança no País.
              Sendo assim, é possível concluir que a assistência e a regulamentação deve ser o eixo de qualquer solução. Com isso em mente, o governo deve oferecer alternativas para as pessoas recuperadas do vicio, disponibilizando, através do Ministério da Educação, cursos profissionalizantes remunerados. Dessa forma, o crime perderá seu poder de influência sobre aqueles que já dependeram das drogas. Além disso, é importante que se discuta, através do Legislativo, o controle de drogas mais leves pelo Estado que, junto com o Ministério da Saúde e agências reguladoras como a Anvisa, poderá reduzir os lucros do narcotráfico e tornar o País mais seguro. Apenas assim, a questão das drogas estará sendo, efetivamente, enfrentada.