A eficiência da política antidrogas brasileira

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    É indubitável que na sociedade contemporânea o consumo de drogas ilícitas teve um exponencial aumento, isso se evidência partir de dados estatísticos fornecidos pelo IBGE (Instituto brasileiro de geografia e estatística) os quais mostram que somente no ano de 2015, 15% da população afirmou ter utilizado ao menos uma vez algum tipo de entorpecente. Dessa forma, questiona-se a eficácia da ''guerra as drogas'' e principalmente as medidas adotadas pelo Estado.
          Em primeira instância, deve-se analisar que a ascensão desse mal está especialmente atrelada a má distribuição de renda, assim como a desigualdade social, visto que os principais lugares de aquisição de tóxicos popularmente conhecidas como ''bocas'' serem em áreas periféricas, como por exemplo as favelas - lugares esses amplamente conhecido pelo senso comum como região de grande miséria e violência - Evidenciando o descaso do governo para com essas comunidades. Com isso, o individuo que habita nesses locais tem desde a sua tenra idade o exemplo que o tráfico é a unica maneira de ascender socialmente, podendo também sucumbir a tornar-se um usuário em razão da tentativa de fuga da sua triste realidade.
          Ademais, é evidente que surgirão incontáveis consequências para a sociedade, dentre elas a dependência química do usuário, que em conjuntura com os problemas sociais já mencionados propendem o indivíduo a procurar meios nefastos com o intuito de sustentar o seu vício. Nesse sentido, o aumento na taxa de criminalidade é inequívoco, induzindo assim a população a uma constante sensação de medo e insegurança, sensação essa muito comum nas principais capitais brasileiras.
            Portanto, em virtude do que foi dito anteriormente, pode-se afirmar que o suprassumo desse entrave consiste na maneira de como o Estado lida com essa problemática, entretanto posto que esse tipo de pensamento não tem contribuído a solução desse mal, deve-se encarar tal entrave através de um outro viés. Destarte, uma medida é mais do que necessária para transcender esse infortúnio, dessa forma o poder público deve investir em projetos educacionais profissionalizantes que também conscientizem sobre os malefícios das drogas, em zonas periféricas por meio de parcerias público-privado, com o fito de através da educação todos terem oportunidade de ascensão social, pois como disse o escritor moderno Victor Hugo ''Quem abre uma escola fecha uma prisão''.