A eficiência da política antidrogas brasileira

Envie sua redação para correção
    A alavanca de Arquimedes
    De acordo com Oscar Wilde, escritor britânico do século XIX, " O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação". Dessarte, a falta de políticas sociais abrangentes e a repressão violenta do estado são medidas contraproducentes que nos faz retrocedermos na luta contra as drogas. Em vista disso, é preciso analisar medidas cuja asserção seja atenuar essa improbidade.
    Em primeiro lugar, é imperioso considerar que há poucas formas de apoio para quem deseja uma vida longe das drogas. É preciso considerar, antes de tudo, que o Estado busca atacar os problemas em vez das causas. Isso porque, na maioria da vezes, os entorpecentes fazem parte da população menos favorecida, surgindo, muitas vezes, como uma válvula de escape para os problemas econômicos e sociais. Portanto, essa população estigmatizada desde os primórdios da nossa história, não recebe uma contribuição social, mas sim a violência e a repressão do governo, não solucionando o problema, mas contribuindo, ainda mais, para a marginalização dos mesmos. 
    Outrossim, é precípuo ressaltar que uma parcela da população recebe apenas o braço armado do Estado. Isso ocorre, dentre outras premissas, ao fato de que os lugares mais periféricos dos centros urbanos não são agraciados com políticas do governo e, portanto, a marginalização dessa população foi se tornando inevitável com o tempo. Nesse sentido, com o passar do tempo, as praticas sociais que já eram poucas, tornaram-se inexistentes e a repressão que já era grande, cresceu exponencialmente. Prova disso, é a intervenção militar que vem acontecendo no Rio de Janeiro, comprovando que a população mais carente ainda é caso de polícia. Na contramão dessas medidas governamentais, o consumo e a distribuição de drogas tem crescido veementemente, provando, dessa forma, que a violência não resolve aspectos sociais.
    Urge, portanto, a proeminência de medidas para esse revés. Primeiramente, cabe ao Estado mudar suas formas de combate ao problema e, em conjunto com as ONGs, levar à população mais carente, por meio de palestras, discussões e até projetos direcionados à questão das drogas, os malefícios advindos a quem usa e, também às pessoas que as distribuem. Ademais, compete à mídia e ao próprio governo, por meio de propagadas e programas educacionais, levar cultura a essa população, tendo em vista que maximar o desenvolvimento cognitivo da sociedade, também é uma forma de combate ao problema. Destarte, parodiando a frase de Arquimedes: " dê-me uma alavanca e soluções concretas e eu moverei o mundo".