A eficiência da política antidrogas brasileira

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    Os reflexos da conivência política
          A polêmica acerca da política antidrogas no Brasil está vinculada à falsa perspectiva de solução imediatista sem eficiência. Isso porque o Estado valoriza a punição repressora em detrimento da política de justiça e integração social dos envolvidos; o que perpetua a desigualdade e segregação e consequentemente eleva os índices de violência na contemporaneidade. Nesse sentido, o contexto da demanda pelas drogas envolve toda a sociedade quanto aos efeitos dessa conivência e a falta de responsabilidade para com o desenvolvimento social da nação.
          A Lei de Drogas 11.343 implementada em 2006 é abrangente e ineficiente na prática, haja vista que as instâncias judiciais não procuram estudar as causas e consequências desse problema, seja do tráfico de drogas ao consumidor. Dessa forma, o Estado foca apenas em prender, punir e criminalizar essa mazela; e essa falsa imagem de segurança divulgada pela mídia gera a superlotação carcerária, a perpetuação da violência, e o preconceito e marginalização da sociedade para com os usuários. Assim, a lei se mostra incapaz de erradicar a raiz do problema de combate às drogas.
          Outrossim, sem o devido tratamento médico aos dependentes químicos, a demanda por drogas ainda será elevado. Isso porque a lógica capitalista baseia-se na lei da oferta e procura, o que torna o mercado negro uma economia paralela ao controle do Estado, e forte o bastante para estabelecer seu domínio em território nacional. Por conseguinte, a ilegalidade do tráfico e a violência se perpetua na sociedade em que o governo não oferece assistencialismo, educação, saúde, e segurança efetiva aos cidadãos, e assim torna esse ciclo uma constante na realidade brasileira.
          Portanto, faz-se necessário a instauração de uma política antidrogas eficiente que vise a reintegração social e a substituição do comércio ilegal  por um mercado controlado sem burocracia, com o fito de desenvolver as áreas social, econômica e de saúde. Isto é, as drogas ilícitas devem receber um tratamento regulatório através de regras de divulgação, compra e venda, e sequelas aos usuários investidos pelo governo federal. Assim como o Ministério da Saúde deve fornecer tratamentos médicos e psicológicos com profissionais especializados àqueles dependente sem condições financeiras de arcar com o custo. Além disso, escolas devem garantir a educação aos alunos sobre o problema do uso das drogas como uma matéria obrigatória para alterar essa realidade vigente.